Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 29/04/2020
A vacinação e os movimentos antivacina
Durante crises epidemiológicas é mais fácil de ter uma percepção da realidade, principalmente do desleixo de algumas pessoas de não deixarem sua carteira de vacinação em dia, consequentemente não vacinarem seus filhos e em alguns casos, não vacinar propositalmente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma lista em 2019 em que consta as 10 maiores ameaças para saúde mundial e entre elas está o movimento antivacina.
O movimento antivacina é uma oposição parcialmente organizada à vacinação pública, que pode afetar a prevenção contra doenças virais, esses grupos alegam que as vacinas têm efeitos colaterais, como, por exemplo o autismo. Durante uma das crises de poliomielite em 2016 no Brasil, pais a favor do movimento antivacina não queriam vacinar seus filhos, pois afirmavam que a vacina trazia como consequência o autismo.
Também existem pessoas que não se importam de não vacinar seus pequenos, que podem fazer com que doenças erradicadas voltem. O sarampo era uma doença erradicada no Brasil desde 2016 quando a OMS identificou que não havia mais casos em um ano, mas isso mudou em 2018 quando entidades descobriram que um novo surto da doença poderia começar. É muito comum a volta de doenças, por isso na Alemanha divulgaram um projeto de lei que obriga os pais a vacinarem seus filhos, e a não vacinação pode levar a exclusão da criança na creche, no Brasil se não estiver com a carteira de vacinação em dia as multas podem variar de R$ 2.994 até R$ 19.960, segundo Estadão.
Assim sendo, é necessário a vacinação para evitar que as doenças erradicadas voltem, e no momento em que se decide não vacinar seu filho deve-se lembrar que não é uma questão individual, mas sim de saúde pública. Então, durante campanhas em que as doenças em questão já foram erradicadas no país deve-se vacinar para que as doenças não voltem mais.