Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 07/05/2020

No Brasil, durante a República Velha, houve a tentativa de vacinar a população em massa, de maneira autoritária e obrigatória. Nesse contexto, a vacinação não foi alvo de campanhas de informação, de modo que os cidadãos, sem conhecimento sobre o tema, se indignaram na conhecida “Revolta da Vacina”. Atualmente, semelhantemente a esse episódio, a negligência governamental e a desinformação da população se constituem enquanto obstáculos para a imunização dos brasileiros. Assim, medidas são necessárias para a resolução do impasse.

Antes de tudo, a negligência governamental é um desafio para a vacinação no Brasil. De acordo com a Constituição Cidadã, a saúde é um direito de responsabilidade estatal, devendo ser assegurada por meio de políticas públicas como a distribuição gratuita de imunizantes. Entretanto, quando o Estado é negligente na inclusão de parte da população que vive em áreas remotas, não garantindo seu acesso às vacinas, tal direito é afetado.

Ademais, a desinformação dos cidadãos é um obstáculo para a imunização no Brasil. Atualmente, informações falsas e mitos sobre a vacinação, como seus efeitos colaterais, persistem na cultura brasileira enquanto argumentos do senso comum, contribuindo para o surgimento de movimentos como o “antivacinas”. Tais correntes de pensamento, pautadas na desinformação da população, semelhantemente à Revolta da Vacina, surgem devido à falta de campanhas que expliquem para os cidadãos a importância dos imunizantes, sendo um desafio para que o direito a saúde seja assegurado no país.

Portanto, para haver a resolução dos desafios na garantia da vacinação no Brasil, medidas são necessárias. O Governo Federal deve promover a divulgação do conhecimento científico para os brasileiros, por meio da liberação de verbas ao Ministério da Saúde que, por sua vez, irá veicular campanhas publicitárias que informem aos cidadãos o que são as vacinas, como funcionam e qual sua importância. Além disso, o Governo Federal também deve promover a inclusão de cidadãos que habitam em regiões remotas, por meio do mapeamento de tais localidades e da criação de unidades móveis de vacinação, para que esses indivíduos tenham acesso aos imunizantes. Assim, movimentos como a Revolta da Vacina e o “antivacinas”, baseados na desinformação da população, serão combatidos e a imunização será garantida aos brasileiros.