Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 10/05/2020

O dia 26 de fevereiro de 1998 marcou o início de uma desconfiança internacional sobre vacinas que reverbera até hoje, onde  o médico Andrew Wakefield apresentou uma pesquisa preliminar citando que a vacina causava o autismo. Esta pesquisa tem sido um problema no atual contexto, devido a uma queda na imunização de pessoas atrelado a dificuldade de garantir a vacinação dos brasileiros. Este problema se dá por diversos fatores, entre eles, a falta de confiança atrelado a desinformação e o medo de efeito colaterais por parte de algumas pessoas, tendo que ser mais visto com um olhar crítico.               Em primeiro plano, a falta de confiança é um dos maiores fatores que impulsionam à não imunização. Podemos citar como exemplo às  “fake news” que, em um estudo realizado pela Sociedade Médica, sete em cada dez mil brasileiro acreditam em notícias falsas sobre vacinas, isto faz com que haja uma certa desconfiança. Ademais, uma pesquisa feita pela  Faculdade São Leopoldo Mandicv, de 352 pessoas entrevistadas 23% relataram hesitação e 7% recusa em imunizar os filhos, além de 41% alegaram falta de confiança nas vacinas, 25% duvidaram de sua segurança ou eficácia e 24% admitiram preocupação com eventos adversos, febre, náuseas e inchaço. Isto demonstra como a falta de confiança diante da leitura de ‘‘fake news’’ pode impactar na imunização do país.                                    Em segundo plano, o medo de efeitos colaterais  é dos grandes fatores que avança a não vacinação. Muitas pessoas deixam de vacinar-se  por temor de danos colaterais, mas irritações e dor no local da picada ou uma febre moderada são sintomas normais, pois elas correspondem a uma resposta positiva do organismo para os efeitos da imunização, de acordo com a Organização Mundia de Saúde. Outrossim, isto faz com que movimentos anti-vacinas se espalhem no país, que até então foi classificado pela OMS como perigo a saúde global. Em 2016, dez das crianças que tomaram vacina contra a tríplice viral apenas 7 voltaram para tomar a segunda dose, conforme a Rede Pública de Saúde.Isso demonstra como este movimento pode afeta a saúde global de bilhões.                                      Infere-se, que, para tentar diminuir a desinformação é necessário que,o Governo junto ao Ministério da Saúde, façam divulgação em massa dos benefícios que a imunização traz, por meio de panfletos, cartazes, outdoors, entre outros, com o intuito de tentar remediar a falta de desinformação. Além disso, o Governo deve criar um site de discussão, com o intuito de esclarecer dúvidas pertinentes a imunização, sanando o desconhecimento de algumas pessoas em relação a este assunto. Somente assim, conseguiremos acabar com mitos que a vacinação não é segura.