Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 13/05/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos ou problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os a vacinação no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos sonhos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de informação, quanto do movimento antivacina. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido a falta de atuação das autoridades, a falta de informação da população perante o assunto faz com que muitos brasileiros fiquem duvidosos sobre a eficácia do medicamento. Como consequência, torna povo suscetível a informações falsas sobre as vacinas. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar o movimento antivacina como promotor do problema. De acordo com dados do jornal cientifico multidisciplinar Núcleo do Conhecimento a cobertura de vacinação conta a poliomielite caí cerca de 22% de 2011 para 2017 devido ao movimento. Partindo desse princípio, o movimento contra a vacinação é um grande risco para a saúde mundial, colocando em risco todos os que estão em volta dessas pessoas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o movimento antivacinação contribui para a perpetuação desse deletério.

Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os desafios para a vacinação dos brasileiros, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas de União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em palestras nas escolas, através de médicos com material didático para informar os cidadãos desde jovens sobre a importância das vacinas. Além disso, o governo deve criar leis rigorosas para pessoas que se recusam a se vacinar e a seus filhos como a proibição de matriculas em escolas e frequentar locais públicos. Desse modo, atenuar-se-a, em médio a longo prazo, o impacto nocivo da queda na vacinação, e a coletividade alcançará a Utopia de More.