Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 14/05/2020

O filme Capitão Fantástico conta a história de uma família que vive de forma não tradicional. Esse filme, mostra “Ben” (Viggo Mostenssen) pai de cinco crianças e decide criar seus filhos sem vacinas e qualquer outro tipo de contato com a sociedade contemporânea. Nesse Sentido, a sociedade discute se os pais tem o direito de não vacinar seus filhos, ou se a proteção que a imunização coletiva traz suplanta o direito individual.

Em virtudes de notícias falsas publicadas na internet (fakenews) afirmando que as vacinas são prejudiciais à saúde, cresce o número de famílias que têm se recusado a imunizar seus filhos a pretexto de preservar a o bem-estar desses. Por conseguinte, doenças que no Brasil estavam erradicadas, com sarampo e rubéola, estão reaparecendo no país. Em notícia veiculada no jornal Folha de São Paulo, o Ministério da Saúde (MS), aponta que a principal causa desses surtos se deve à crescente redução no número de crianças que deixaram de ser vacinadas em virtudes das fakenews.

Outrossim, segundo um estudo feito pela Dra. Juiana Kepler, Diretora do departamento de Pesquisa de Doenças Virológicas da Universidade de São Paulo (USP), uma pessoa contaminada com sarampo pode contaminar outras 18 pessoas, ou seja, tem uma enorme taxa de retransmissão. Desta forma, a vacinação é o mais eficaz meio de imunização contra essa doença. Assim, a Constituição Federal de 1988 apregoa que o direito coletivo está acima dos direitos individuais, assim sendo, portanto, o Estado deve agir para garantir o bem da coletividade.

Logo, para que se resolva a questão da vacinação no Brasil, o Governo Federal, por meio do MS, deve editar decreto normativo e estabelecer que os país devem imunizar seus filhos. Um meio para isso, seria conter no decreto diretrizes de campanhas de conscientização, a ser veiculadas na internet, TV e rádio, para desmitificar as fakenews. Além disso, o governo pode, também, proibir que os pais matriculem seus filhos em escolas públicas e privadas, assim, resistentes cederiam e a coletividade ganharia.