Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 25/05/2020
A vacina antivariólica, primeira de que se tem registro, originou-se na Europa, em 1798, a partir de experimentos realizados pelo médico Edward Jenner. Desde então, esse invenção médica ajudou a reduzir expressivamente a incidência de pólio, sarampo, tétano e várias outras doenças, sendo hoje considerada o tratamento com melhor custo-benefício em saúde pública. Contudo, existem no Brasil entraves à vacinação da população por completo, dentre os quais se destacam a ingerência dos hospitais pelo governo e a falta de consciência da população acerca da questão. Sendo assim, são necessárias medidas que garantam o aproveitamento dos benefícios desse avanço médico por todos.
Inicialmente, ressalta-se que, embora a atenção à saúde seja plenamente assegurada pela Constituição, o direito da vacinação não é exercido por todos os cidadãos. Em prova disso, segundo divulgado no portal G1, entre os anos de 2015 e 2017, foi registrado o desabastecimento de diversas vacinas, dentre elas a pentavalente acelular, que protege contra difteria, tétano, coqueluche e poliomielite. Logo, o Estado deve ampliar os investimentos direcionados à imunização da população, de modo a proteger os indivíduos de doenças antigas e controladas no país.
Além disso, o desconhecimento acerca da importância da vacinação dificulta a disseminação do tratamento no país, uma vez que, ao não ter consciência dos perigos da não imunização, os cidadãos negligenciam essa prevenção e tornam-se suscetíveis a enfermidades evitáveis. À vista disso, segundo divulgado pela Organização das Nações Unidas, mais de 10% das crianças perderam vacinas em 2018 contra doenças potencialmente fatais, como a difteria e o tétano. , a organização divulgou classificou o medo de vacina como uma das 10 grandes ameaças à saúde em 2019. Logo, é preciso que as pessoas estejam informadas a respeito da importância da imunização, a fim de que medos e crenças irracionais não comprometam o avanço do controle de enfermidades.
Portanto, evidencia-se a premência de medidas que alterem esse cenário, em prol da proteção da saúde de todos os indivíduos no Brasil. Assim, o Ministério da Saúde, responsável pelas políticas de saúde pública em âmbito federal, deve, em parceria com as Secretarias de Saúde municipais, realizar um mapeamento dos índices de vacinação em cada área do país, a fim de intensificar campanhas preventivas nos locais que apresentarem resultados menos favoráveis. Ademais, é necessário que as instituições educacionais promovam o conhecimento a respeito da importância da vacinação por meio de debates elucidativos e apresentações ministradas por profissionais da saúde em sala de aula, com o intuito de romper os paradigmas e preconceitos existentes em relação à vacina. Dessa maneira, poder-se-á garantir a imunização por completo da população brasileira.