Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 30/06/2020

Em 1904, Oswaldo Cruz, grande médico sanitarista, implantou políticas de imunização de doenças, como a varíola, que, todavia, foram repudiadas pela população, o que originou a Revolta da Vacina. Sob esse viés, atualmente, mesmo com todos os avanços médicos e científicos comprovados em relação à vacina, esta ainda encontra grandes desafios na sua efetivação entre os brasileiros, criando grande caos social. Esse problema está interpenetrado na falta de informação e na inação do Estado.

Constata-se, a princípio, que a ausência de informação corrobora para o impedimento da vacinação dos brasileiros. Nesse sentido, hodiernamente, as pessoas estão sob a influência de uma gama de informações proporcionados pelas mídias sociais, que, em certo grau, acaba moldando as atitudes dos cidadãos. Nesse lógica, notícias falsas, como especulações de que as vacinas não são eficazes, ou até mesmo que são uma forma de o Governo eliminar cidadãos, permeiam os veículos informacionais, o que, pela falta de criticidade, as pessoas aderem a essas ideias. Tal situação, de acordo com Immanuel Kant, caracteriza indivíduos com menoridade intelectual, isto é, não tem autonomia sobre seus próprios intelectos. Desse modo, as vacinas perdem a credibilidade, levando o risco de morte para a população.

Outrossim, somado ao supracitado, a inércia do Estado perpetua ainda mais a negligência de todos com a vacinação. Platão, grande filósofo da antiguidade, dissertara que a política deveria ser uma atividade elevada e nobre, marcada pela busca do bem comum do corpo social. Entretanto, quando analisa-se o quantitativo de medidas estatais no que tange à consolidação da vacinação no Brasil, vê-se que a ideia do pensador é contrariada, já que as medidas, seja pela conscientização da população sobre os efeitos das vacinas, ou pela fiscalização e punição sobre notícias falsas, são inexistentes. Dessa maneira, o Estado, que deveria auxiliar na proteção de seu povo, acaba depravando-o.

Nessa perspectiva, portanto, é mister que medias sejam tomadas para obliterar os desafios para garantir a vacinação nos brasileiros. Para isso, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelo desenvolvimento social do país, criar um perfil crítico na população, por meio da intensificação de aulas como Filosofia, que irá ensinar a todos como identificar a veracidade de notícias, mediante a análise da linguagem usada e as fontes bibliográficas, a fim de que a falta de conhecimento não impeça a vacinação dos brasileiros. Ademais, o Estado, junto às mídias, deve fortificar o que for ensinado pelas escolas, por intermédio da criação de um programa televisivo denominado " Desmistificando Mentiras", o qual irá aborda, por exemplo, os efeitos da vacinas contra o combate às doenças, mostrando o seu mecanismo de atuação nos organismos, a fim de que a consolidação da vacinação seja realidade no Brasil, o que impedirá uma nova Revolta da Vacina.