Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 10/06/2020

De acordo com a declaração universal dos direitos humanos, “Todo cidadão tem direito ao acesso ordenado e organizado aos sistemas de saúde, que visa um atendimento mais justo e eficaz”. Todavia, tal princípio, muitas vezes, não é totalmente cumprido. Conforme a pesquisa do instituto “ipsos mori”, mais da metade da população brasileira encontra-se sem tais medidas vacinais. À vista disso, é notório que há dois fatores que não podem ser negligenciados em relação à temática: A incapacidade social de discernir as chamadas “Fake News” e falta de verba para o financiamento e abastecimento das vacinas.

É de extrema importância ressaltar que o uso das redes sociais têm se fortificado cada vez mais e sob esse prisma, o alastramento de notícias falsas na mesma proporção. Isso gera múltiplos danos à sociedade em inúmeras questões, entre elas, a vacinação. Na área da saúde, a divulgação de fake news acarretou a queda da procura de vacinas e contribuiu para o aumento de casos de doenças. Essas inverdades sobre a vacinação são promovidas pelos movimentos anti-vacina, que afirmam que pode trazer outros problemas de saúde e com isso, fazem com que as pessoas desistam de se prevenir contra essas doenças.                                                                                                                                     Ademais, a falta de financiamento de capital prejudica em demasia esse contexto, principalmente entre os menos favorecidos. Sabe-se que o estado falha ao não priorizar investimentos em campanhas de vacinação e em recursos que garantam uma ampla cobertura vacinal, quebrando assim a teoria do filósofo São Tomás de Aquino, que diz: “Todos os civis devem ser auxiliados pelo governo vigente”. Um exemplo disso é a vacina contra o HPV, que muitas vezes sobra por conta da má propagação de campanhas e fake news e com isso, poderia ser evitada a disseminação do vírus.                                      Portanto, cabe ao governo aliado à OMS e à secretaria de saúde de cada município, elaborarem propostas que assegurem a aplicação de verbas nas UBS (Unidades Básicas de Saúde), à procura de alcançar as camadas mais vulneráveis da população, além de incentivar campanhas de imunização, o valor da vacinação em ambientes públicos e palestras educativas para crianças e adultos. Posto isto, doenças não irão fornecer malefícios para quem toma vacina. Segundo Andrea Tayoo, “Quem ama preserva. Preservar a saúde, é preservar a vida.”