Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 15/06/2020
No início do século XX, no Brasil, ocorreu um movimento contra a vacinação, a chamada Revolta da Vacina. A mesma, teve início após um surto causado pela varíola. Com isso, Oswaldo Cruz, médico contratado para combater a doença, impôs vacinação obrigatória contra a varíola. Funcionários da saúde entravam nas casas dos cidadãos e os vacinavam contra a própria vontade. O ato era visto pela sociedade como invasão de privacidade e alegavam que o cidadão tinha o direito de preservar o próprio corpo.
Em detrimento a essa revolta, a vacina passou a ser escolha livre do cidadão. Contudo, um levantamento feito pelo Unicef, ilustra que com a medida tomada no que diz respeito a não obrigação da vacinação, o índice de pessoas vacinadas contra tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) caiu 15% em 2017. Segundo o Ministério da Saúde, o número de crianças menores de cinco anos que não foram vacinadas, acendeu um alerta vermelho e que elas são a principal preocupação.
A propagação de notícias falsas (Fake News) e a falta de informação influenciam para a decisão de não vacinar. Como muitos não conhecem os riscos que a não imunização pode causar, menosprezam essa prevenção e acabam colocando em risco a segurança da população. Além disso, a situação precária de alguns postos de saúde e a falta de distribuição suficiente de vacinas essenciais, contribuem para não erradicação de doenças, tanto como as suas proliferações.
Portanto, o Ministério da Saúde juntamente da mídia, devem promover campanhas de conscientização sobre a importância da vacina. E, junto do MEC, promover dentro das escolas, com especialistas na área saúde, palestras para pais e alunos. Além disso, é preciso que os órgãos governamentais invistam mais nos postos de saúde, sobretudo naqueles localizados nas regiões menos privilegiadas do país.