Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 10/07/2020
A Revolta da Vacina, ocorrida no século XX, foi um movimento de repúdio às técnicas de imunização desenvolvida pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Tal situação foi motivada pela falta de informação da população e divulgação de informações falsas. Na contemporaneidade, o quadro não é diferente daquele vivido no século passado, uma vez que parcela substancial da sociedade mostra-se negligente em relação à vacinação no país. Com efeito, para que essa mazela seja superada, é necessário reconhecer a importância das campanhas vacinais para prevenção de doenças.
Em primeira análise, é importante sinalizar que a falta de estrutura nos postos de saúde e hospitais compromete a eficácia da imunização em escala nacional. Isso se explica porque, apesar da Carta Magna de 1988 garantir o direito à saúde, a má gestão dos recursos públicos e a corrupção comprometem a qualidade dos serviços prestados, dificultando o acesso da população à vacinação e comprometendo sua saúde diante de diversas doenças.
Outrossim, é valido salientar que a falta de informação pode interferir na escolha dos pais de levarem seus filhos para se vacinar. Isso afeta, sobretudo, camadas mais vulneráveis da população, que não entendem as consequências da falta de imunização preventiva. Sob esse viés, o filósofo Émile Durkheim, afirma que a sociedade é como um corpo biológico, onde as partes devem interagir para garantir a coesão e a igualdade. Dessa forma, sem o engajamento de todas as camadas sociais, o país pode voltar a sofrer com os efeitos ocasionados por doenças graves, como o sarampo, a poliomelite e a rubéola.
Portanto, infere-se, que medidas devem ser tomadas para que o problema seja resolvido. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve promover a melhoria do sistema público de saúde, por meio de investimentos direcionados às unidades básicas e às campanhas de vacinação, com o objetivo de ampliar a imunização, e as comunidades serem contempladas.