Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 14/06/2020

O período da modernidade ficou marcado pelo racionalismo e pela crença na ciência. Na contemporaneidade, sobretudo no século XXI o uso da razão está perdendo espaço, especialmente no âmbito da saúde pública e imunologia, visto que, vírus como o sarampo – já considerado erradicado – estão presentes entre os brasileiros. Dessa forma, faz-se necessário debater os desafios da vacinação no Brasil.

Primeiramente, deve-se analisar o aspecto social e geográfico da questão. De acordo com o Mistério da Saúde, a maioria dos casos de sarampo entre 2018 e 2019 pertencem a região norte e nordeste do país. Os dados evidenciam o descaso do poder público nas regiões mais carentes e afastadas dos grandes centros. Além do mais, é nesta parte do território brasileiro, assim como nas favelas, onde serviços básicos que são garantidos pela constituição, como água, saneamento e saúde são precários ou inexistentes. A falta de incentivo por parte do poder publico tanto para estudos e pesquisas como em fornecer e incentivar serviços médicos nestas regiões contribuem para que cada vez mais, menos pessoas tenham acesso a vacinas.

Além disso, é de extrema importância discutir a mentalidade anti-vacina. No início dos anos 2000, uma revista divulgou um estudo relacionado casos de autismo e doenças neurológicas a vacinas. Desde então, alguns pais acreditam refutar a eficácia das vacinas com base nas suas próprias opiniões sem fundamentos, colocando em risco a vida de seus filhos e de toda a comunidade. Tal fato avançou de forma exponencial com o advento da tecnologia, na qual pessoas do mundo todo criam teorias pondo em dúvida a credibilidade do governo. Como também, a epidemia de “fake News” que toma conta do planeta, reforça esse pensamento ao divulgarem ou distorcerem fatos e estudos, usando da própria ciência para alienar a sociedade.

Verifica-se, então, a necessidade de levar física e digitalmente informação e saúde para todos. Cabe, portanto, ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação (MEC) direcionar verba pública para a construção de novos polos de Universidades Federais nas regiões mais afastadas dos centros urbanos como também a criação de hospitais universitários. A fim de incentivar a formação de mais profissionais na área da saúde, pesquisa e fabricação de vacina e o mais importante, a distribuição nestas regiões. Cabe ao MEC também reforçar as campanhas nas escolas e redes sociais do governo sobre a importância da vacina e eliminar através de pesquisas qualquer malefícios das vacinas, minimizando os efeitos da desinformação. Dessa forma, em breve cada vez mais doenças serão erradicadas da sociedade e a ciência e a razão ganharão prioridade novamente.