Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 17/06/2020
No início do século XX, na cidade do Rio de Janeiro, ocorreu a chamada Revolta da Vacina, uma reação popular à campanha da vacinação obrigatória proposta pelo sanitarista Oswaldo Cruz. Essa insurreição dificultou os planos de imunização contra agentes infecciosos na época. De maneira similar, é notório que, atualmente, a vacinação apresenta um desafio na sociedade brasileira, fundamentado tanto pela divulgação de notícias falsas quanto pela falta de recursos de algumas regiões do país. Logo, faz-se fundamental analisar a cooperação dessas causas para a persistência do problema.
A princípio, é imperativo postular que a falta de informação é um dos elementos propulsores do problema. A respeito disso, segundo José Cássio de Moraes, professor do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo, em entrevista à BBC News, algumas pessoas alimentadas por informações não científicas acabam selecionando quais vacinas querem tomar e por vezes até abdicam de tomar todas. À vista disso, torna-se de fundamental importância a disseminação de orientações e informações sobre a vacinação e sua eficaz imunização contra doenças. Assim, é fato que, com mais conhecimento sobre o assunto, diminuirá os casos de enfermidade e a volta de doenças já erradicadas.
Ademais, convém ressaltar, que, de acordo com o Artigo 1° da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos nascem livres e iguais em dignidade, e também em direitos. No entanto, percebe-se que a determinação não é cumprida, tendo e vista o descaso estatal que atua como um dos precursores da assiduidade dos dilemas da vacinação, no que concerne ao favorecimento de algumas regiões em detrimento de outras, as quais enfrentam problemas com o abastecimento de vacinas essenciais para gerir os programas de imunização. Fica evidente, portanto, que a atuação dos governantes contribuirá para a resolução da problemática.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, disponibilize recursos financeiros às regiões em estado de vulnerabilidade, com o fito de garantir um maior alcance de pessoas imunizadas. Além disso, cabe também ao Ministério da Saúde, por intermédio de campanhas publicitárias, promover maior dispersão de informações coerentes ao público, com o objetivo de sanar as dúvidas sobre os efeitos das vacinas e sua importância na criação de um estado de proteção contra doenças. Somente assim, o atual problema em questão será solucionado e deixará de se assemelhar ao impasse do século anterior.