Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 17/06/2020
No documentário “Sicko”, do escritor americano Michael Moore, é mostrado como o contato precário de uma sociedade com os modais de saúde gera impasses para a saúde de um grupo. Em um paralelo ao retrato narrado, os contínuos desafios para garantir a vacinação dos brasileiros é mostrado como um problema nacional, uma vez que atinge de forma majoritária a saúde da população. Assim, faz-se profícuo observar a passividade estatal com os programas de vacinação no país, que resulta na morte de brasileiros.
Em primeiro plano, vale destacar o pensamento do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sues conceitos acerca da modernidade líquida, que ressalva que as sociedades atuais são marcadas pelas instabilidades políticas com os meios sociais. Sob esse viés, a teoria de Bauman é vivenciada no Brasil, na medida em que é observada a ausência de políticas públicas no país, em prol da dizimação de campanhas de vacinação pelo território. Essa infeliz esfera ocorre devido à falta de preocupação, por parte de governantes, com práticas e ações que irão propor centros de vacinação em todos os estados e cidades brasileiras, considerando quesitos de isolamento dos indivíduos, eficiência e estrutura do local. Dessa forma, ocorre uma falha no contato com os meios de vacinação pelo brasileiro.
Em segundo plano, é de grande importância destacar a obra “Cidade de Deus”, do autor Paulo Lins, que ressalva como um tratamento falho do governo com um grupo de jovens gerou uma vida marginalizada, precária e fatal para o grupo de menores. Nesse contexto, a estrutura social contemporânea é semelhante à da obra, na forma em que brasileiros perdem suas vidas devido à falta de acesso às vacinas, substâncias determinantes para a evitar doenças. Mergulhando nessa óptica, em conjunto à passividade estatal, indivíduos permanecem sem desenvolver anticorpos essenciais para o combate de viroses e bacterioses -como o sarampo- presentes no país, resultando em mortes precoces. Sendo assim, é observada fatalidades que poderiam se evitadas facilmente.
Portanto, fica evidente que medidas devem ser tomadas. Logo, o Ministério da Saúde -pasta responsável pela manutenção da saúde no país- deve, por meios de políticas públicas que irão propor programas permanentes de vacinação em todo o território do país (levando em conta as especificidades de cada área), garantir o contato com a vacinação por todos os brasileiros, de todas as classes. Consequentemente, a despreocupação do estatal com esse tópico da saúde será extinto e as mortes precoces pela falta de vacinação serão diminuídas. Dessa maneira, a realidade proposta por Paulo Lins não será mais observada no país.