Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 23/06/2020
A Revolta da Vacina foi um evento histórico brasileiro de 1904 contra a vacinação obrigatória estipulada pelo estado da época. Consoante ao acontecimento histórico, é fato que, com o avanço da medicina, o ser humano tem encontrado cada vez mais estratégias para promover a coragem onde há medo, acordo onde existe conflito e esperança, como disse Nelson Mandela. Contudo, no conflito atual contra a pandemia do Sars-CoV-2 (Coronavírus), assim como na revolta da vacina, encontra-se como catalisador da propagação dessa mesma, a desinformação popular sobre os assuntos referentes a saúde. Dessa forma, evidencia-se que, juntamente com a tentativa inefetiva de vacinação, a falta de informação do povo atua como um dos principais desafios na garantia da vacinação, um direito Constitucional brasileiro expresso no Artigo 196.
Primeiramente, é notável o baixo investimento estatal na eficácia do sistema de saúde público. Isso é evidenciado uma vez que, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil é o 37º colocado de uma lista de investidores na saúde com 38 membros e mais 6 países. Tais investimentos são cruciais para garantir a vacinação efetiva e segura nos postos e estabelecimentos de saúde, evitando lotações e, consequentemente, o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS), órgão público que atua nos serviços brasileiros de saúde e rede sanitária.
Paralelamente, com o baixo investimento não apenas no setor da saúde, mas, também, da educação, observa-se por consequinte o aumento de casos de doenças que já haviam sido tratadas, devido a falta do conhecimento da importância da vacinação, tendo em vista que, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2019 foram contabilizados mais de 12 mil casos de sarampo, doença facilmente prevenida por meio das vacinas. Desse modo, é visível a desinformação, gerando o desleixe em assuntos referentes a saúde, resultando no aumento do número de doenças.
Portanto, é notório o baixo investimento governamental no setor de saúde, provocando o sucateamento do sistema de vacinação, assim como, também, a desinformação como desafio central para sua garantia. Destarte, é necessário que o Ministério da Saúde, órgão responsável pela gestão geral e controle de investimentos da saúde e setores sanitários, em parceria com a OMS, crie programas de investimento no SUS e informação popular, por meio de fundos emergenciais, desenvolvimento de vacinas e políticas de divulgação de métodos e de programas de saúde, para que haja garantia de superação da desinformação do povo brasileiro, garantindo a vacinação, a fim de que se cumpra o direito Constitucional previsto no Artigo 169, e, por conseguinte, promoção do acordo, esperança e da coragem, ditos por Nelson Mandela, em meio a crise viral vivenciada.