Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 26/06/2020
A vacinação se mostra um desafio para o governo brasileiro desde o século passado, marcado pela infame revolta da vacina. Tal revolta marcou a história brasileira, evidenciando o desconhecimento popular acerca de tal medida de saúde,fato que se estende à atualidade através dos movimentos anti vacina. Além disso, a grande extensão territorial brasileira se mostra um agravante na questão da saúde pública, em especial a vacinação, uma vez que há muitas regiões de difícil acesso aos agentes do governo. Portanto, é necessário que novas medidas sejam tomadas a fim de se evitar que erros passados se repitam e de ampliar a qualidade de vida da população.
Para que isso ocorra, é necessário analisar o crescente movimento anti vacina, que se populariza por todo o mundo. Apesar de ter se originado nos EUA, essa corrente de pensamento vem ganhando cada vez mais seguidores no Brasil, fato que apresenta riscos à saúde do país. Isso pode ser comprovado pelo ressurgimento do sarampo em estados como Pernambuco, onde a doença havia sido erradicada há mais de 15 anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.
Ademais, as características geográficas brasileiras se mostram desfavoráveis a um vacinação em massa da população. De acordo com dados fornecidos pelo IBGE, cerca de 12% da população vive em áreas de difícil acesso, como florestas densas e comunidades afastadas sem acesso rodoviário. Não se limitando a isso, devido à educação precária, muitos cidadãos não tem consciência sobre seus direitos relacionados a vacinação, acabando por não se vacinar.
Em suma, concluí-se que é imprescindível que o governo tome atitudes acerca dessa questão, com o objetivo de alcançar a totalidade em vacinação civil. Para isso, o Ministério da Saúde deve por meio de uma Secretária especializada em imunização, mapear as áreas vulneráveis e estabelecer forças tarefas para vacinar os cidadãos lá presentes. Além disso, o mesmo ministério em conjunto com o Ministério da Educação deve fornecer oficinas e palestras voltadas a cidadãos de baixa escolaridade com o objetivo de conscientiza-las e lhes apresentar a necessidades de se haver a imunização. Dessa maneira, haverá um aumento no conhecimento coletivo acerca de tais métodos e sua importância, facilitando a ação dos agentes estatais.