Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 27/06/2020

Em 1904, ocorreu, no Rio de Janeiro, a Revolta da Vacina, que foi basicamente um motim popular da camada mais pobre e desinformada da população, devido à maneira como foi implantada a campanha de vacinação, aqueles que não tinham acesso à informação acreditaram se tratar de uma campanha de exterminação.Nesse tocante, observa-se nos dias atuais um movimento semelhante,o “movimento anti-vacina”, que apesar dos milhares de estudos publicados nos últimos anos desmentindo “fake news” sobre o assunto, ainda defende falácias como: vacinar cianças causa autismo. Em decorrência da igno-rância e fanatismo de alguns adultos e do sucateamento do SUS, Sistema Único de Saúde, ocorrem, por ano, mortes de pessoas inocentes.

Nesse contexto relativo a não-vacinação, pelos extremistas, é muito comum o discurso de “excessão à regra”, um cidadão não vacinado está suscetível à contrair doenças que podem, possivelmente, levar a óbito, então porque alguns insistem no discurso de “eu nunca me vacinei e estou ótimo” ou então “eu nunca vacinei meu filho e ele está ótimo”? De fato, essas são falas extremamente irresponsáveis, que inclusive se tornaram “memes” nas redes sociais, como forma de ridicularização.Além disso, como já teorizado pelo filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, o homem é produto do meio em que está inserido, logo, jovens de pais com crenças equivocadas estão predispostos a perpetuar esse tipo de comportamento nocivo.

Ademais, é comum chegar em postos de saúde públicos e encontra-lo superlotado, os profissionais sobrecarregados, além de serem super desvalorizados, falta de materiais, que colocam em risco a vida dos trabalhadores e dos pacientes, que em grande maioria são consequências do sucateamento das unidades, bem como de políticos corruptos, que desviam dinheiro que deveria ser destinado à saúde. Outro aspecto relevante, é que, boa parte dos hospitais não são capazes, ou nao possuem estruturas, para atender a demanda que lhes é exigida.

Dado o eposto, conclui-se que, é dever do Ministério da saúde, juntamente com o Serviço Social, que  é responsável pela proteção de crianças e adolescentes, intensificar a fiscalização da vacinação em menores de 18 anos, inclusive por questões de saúde pública, para impedir que haja o retorno de doenças que já foram erradicadas no país, e também, promover o estímulo à campanhas de vacinação em áreas mais remotas e distantes das capitais. Por meio da realocação de funcionários desses serviços para essas localidades, ocorrerão muito menos mortes e internções por doenças evitáveis.