Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 27/06/2020

No final do século XVIII, na Inglaterra, um médico chamado Edward Jenner estudava sobre a varíola e começou a observar que ordenhadores de vacas não contraiam a doença. Logo após essa análise, Edward começou experimentos e, anos depois, lançou a primeira vacina do mundo, a qual possibilitou a erradicação da doença. Entretanto, as vacinas funcionam a partir da inserção do vírus inativo ou atenuado na corrente sanguínea do indivíduo, método que causa medo ou desconfiança sobre sua eficacia em parte da população por conta da ignorância.

Apesar da OMS ter liberado um estudo informando que as vacinas salvam mais de 3 milhões de vidas por ano, em 1998 o mundo entrou em discussão sobre esse método de imunização quando, também na Inglaterra, o médico Andrew Wakefield publicou uma tese sobre como a vacina de MMR poderia causar autismo e inflamações intestinais. Contudo, o Conselho Geral de Medicina do Reino Unido confirmou que os estudos continham falsos dados e julgou o médico inapto para exercer a profissão.

Todavia, a discussão e fake news de supostos efeitos negativos sobre a vacinação ainda é presente no mundo hodierno e diminui significantemente a cobertura de vacinação. Assim sendo, em uma entrevista no BBC news Brasil, o pesquisador José Cássio afirmou que caso o número de indivíduos suscetíveis aos vírus, o país corre risco de perder a imunidade coletiva. Dessa forma, cidadãos que, por problemas de imunidade que não podem tomar vacinas, ficam expostos aos vírus devido à irresponsabilidade de outros.

Dado o exposto, é evidente que o Ministério da Saúde tem a função de educar a população de forma a demover falsos pensamentos e medos sobre as vacinas, pois, como já dizia Immanuel Kant:“O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Por conseguinte, ao informar sobre dados sobre os efeitos e sobre como a imunização funciona, a sociedade não hesitará em se vacinar. Portanto, o Ministério da educação deve criar um projeto que insira palestras e aulas extras sobre as vacinas para estudantes e responsáveis nas escolas, as quais serão feitas por membros da saúde especializados.