Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 06/07/2020
Historicamente, a política desenvolvimentista elaborada no Brasil, principalmente na década de 1950, contribuiu de modo significativo para a atual crise da mobilidade urbana. Esse fato, deve-se em grande parte ao descompasso entre a expansão da indústria automotiva e à ausência de planejamento citadino. Nesse contexto, a precariedade do transporte coletivo, atrelada a exiguidade de interligação entre os meios de locomoção tende a intensificar esse paradigma. Consequentemente, nota-se um aumento no uso do transporte individual e, com isso, agrava os problemas sociais e ambientais.
É pertinente abordar, a priori, que o sucateamento do transporte público torna-se um dos principais fatores presente na hodierna crise de mobilidade. Posto que, a insuficiência do número de veículos para atender o contingente populacional, bem como a falta de manutenção dos mesmos tem influenciado no aumento da superlotação e, assim, observa-se a pedra de atratividade desse meio de locomoção. Desse modo, é visível uma ampla utilização do transporte individual, já que os indivíduos procuram um maior conforto e eficiência. Entretanto, tal ação propende a impulsionar o fenômeno de congestionamento, uma vez que ocorre o aumento de carros circulando, dessa forma, ratifica-se a incapacidade do Governo em promover medidas que visem solucionar esse empecilho.
Por conseguinte, nota-se que esse uso indiscriminado do modal rodoviário tem fortalecido vários problemas de cunho social e ambiental, pois ocorre a expansão da poluição sonora e atmosférica e, com isso, ameaça a própria existência do homem e das outras espécies. Visto que, as patologias tornam-se mais recorrentes, como doenças respiratórias, o estresse e, também, as chuvas ácidas. Ademais, isso reflete a inaptidão estatal em fornecer projetos que vislumbrem uma maior reciprocidade entre os modais de locomoção, dado que isso provocaria um desinchaço no transporte público e, destarte, torna mais amplo o direito de ir e vir do cidadão brasileiro, presente na Carta Magna de 1988. Depreende-se, portanto, que atual crise da mobilidade urbana advém da incompetência do Governo em viabilizar medidas capazes de solucionar tal problemática. Nesse sentido, o Ministério da Infraestrutura, em parceria com as Empresas, devem disponibilizar maiores verbas, com intuito de fornecer melhorias no transporte coletivo e, ao mesmo tempo, uma reformulação dos meios de deslocamento e, dessarte, permitir uma maior integração entre os diferentes tipos de modais, dessa maneira, diminui a superlotação e aumenta a sua eficácia e qualidade. Do mesmo modo, o Governo, através do poder de proliferação da Mídia, procure incentivar o uso de meio mais ecológicos de locomobilidade, como as ciclovias, a fim de restringir os problemas ambientais, sendo tudo isso possível por meio de uma reestruturação e planejamento do espaço urbano.