Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 11/07/2020

Historicamente, a “Revolta da Vacina” representou a defasagem do setor de saúde pública e, ao mesmo tempo, o despreparo estatal perante a informatização da população acerca do tema. Em consonância a isso, a hodierna sociedade brasileira ainda depara-se com diversos problemas no que tange a vacinação. Nesse contexto, a omissão do Governo, atrelada ao desprezo social diante dessa medida preventiva tende a caotizar cada vez mais essa situação. Consequentemente, esse cenário torna-se propício para o surgimento de movimentos contrários a vacina e, dessa forma, colabora para a propagação e o ressurgimento de inúmeras doenças.

É pertinente abordar, a priori, que a inoperância do Estado reflete de modo significativo no meio social, haja visto que o mesmo isenta-se em fornecer informações para a população e, com isso, inviabiliza a proliferação das medidas de imunização. Ademais, é visível que ausência de verbas demonstra-se como um dos principais fatores, uma vez que impossibilita a sua distribuição na sociedade como todo e, também, prejudica a propagação de conteúdos esclarecedores sobre o produto em pauta e, assim, corrobora as diretrizes da Carta Magna de 1988. Logo, ratifica-se o conceito de “Instituição Zumbi”, do sociólogo Zygmunt Bauman, dado a quase inexistente atuação do Sistema Único de Saúde (SUS), dessa maneira, corrobora qualquer tentativa de resolução desse empecilho.

Por conseguinte, é notório que esse descaso estatal torna-se propulsor para o surgimento de movimentos antivacina, fato esse que potencializa a gravidade desse problema. Posto que essa parcela adepta a tais manifestações de não vacinação converte-se em possíveis vetores no alastramento de doenças e, também, contribui para a reincidência de patologias considerada erradicadas, como o Sarampo e a Poliomielite. Tudo isso, decorrente da lacuna presente em sistema imunológico dessas pessoas que se abstiveram da imunização. Desse modo, reverbera-se que essa irracionalidade dos indivíduos compromete o bem-estar social e o próprio funcionamento do sistema de saúde.

Depreende-se, portanto, que a péssima condição de vacinação decorre da inaptidão do governo em fornecer caminhos condizentes para resolver esse paradigma. Nesse sentido, o Ministério da Saúde, por meio das Secretarias de Saúde, deve promover maiores investimentos financeiros, com intuito de viabilizar um maior alcance da vacina, principalmente nos locais mais remotos e, ao mesmo tempo, fornecer condições adequadas de trabalho aos Assistentes Sociais e, com isso, fornece mais um amplo canal de esclarecimento para a população acerca do funcionamento do produto. Do mesmo modo, a Mídia e o Ministério da Educação, procurem desenvolver projetos nas infovias e, também, no ambiente escolar, a fim de esclarecer a importância da vacina e aumentar o engajamento de prevenção.