Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 19/07/2020

Desde o programa criado por Oswaldo Cruz, em 1904, até os dias atuais, a vacinação passou a ganhar grande destaque quanto à sua importância, o que fez com que se tornasse obrigatória por lei. No entanto, apesar de ser essencial, a imunização da população não ocorre de forma democrática no país, fator que pode ser explicado pelo desabastecimento dos municípios e pelo medo dos possíveis efeitos adversos.

Em primeiro lugar, é válido apontar a falha no abastecimento de vacina nos estados brasileiros em geral, o Pará, por exemplo, segundo uma pesquisa divulgada pela Folha de São Paulo, tem 55% de suas cidades com cobertura de vacinas abaixo do ideal. Esse cenário se dá em razão da má administração dos recursos públicos, o que acarreta na negligência da gestão desses instrumentos que promovem a imunização, e além disso, intensifica problemas como a desigualdade social.

Por outro lado, o medo dos efeitos contrários e possíveis reações alérgicas também contribuem para que a carteira de vacinação deixe de ficar “em dia”. Consoante ao pensamento de Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, que defende que os benefícios da vacina superam seus riscos, fica evidente a necessidade de compreender a importância da vacinação, uma vez que esta é a maneira mais eficaz quanto ao combate à proliferação e à contaminação de doenças.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde intensificar a criação de programas de imunização pública e garantir que estes atinjam as populações mais vulneráveis, com a ajuda de campanhas comerciais televisionadas por grandes emissoras, como a rede Globo, com o intuito de disseminar informações legítimas sobre o sistema de vacinação e sobretudo sobre sua importância e eficiência. Dessa forma, a democratização da vacina no Brasil deixará de apresentar barreiras.