Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 22/07/2020

Em 1904, o Brasil passou a ter uma Lei que tornava a vacinação obrigatória para melhorar  problemas da saúde pública. Mas, ao impor a imunização de modo drástico e sem muitas explicações, a população não aprovou esta medida e, no mesmo ano, ocorreu a Revolta da Vacina. Felizmente, por causa das vacinas, muitas doenças foram erradicadas no país, que, no entanto, está sofrendo diminuição nas taxas de vacinação. Este fator se deve a vários motivos, como relaxamento dos pais, muitas informações falsas acerca do assunto e desigualdades sociais. Com isso, o movimento antivacina cresce a cada dia e doenças, antes erradicadas ou controladas, voltam aparecer.

De acordo com o Instituto da Criança e do Adolescente, os pais tem o dever de levar seus filhos para vacinar, pois este é um direito deles. Porém, segundo pesquisa da Unicef, em 2017, a cobertura da vacina tríplice viral reduziu 15%, em apenas um ano. Isso ocorre, muitas vezes, devido ao descuido dos pais. Além disso, eles passam a ter receio sobre as substâncias, uma vez que se deparam com várias informações divulgadas em fontes não confiáveis e não baseadas em dados científicos. Assim, são induzidos a não levarem os filhos para vacinar, o que retira o direito que eles possuem, e deixa-os mais suscetíveis a doenças que antes das vacinas eram fatais.

Ademais, mesmo o governo destinando muitos recursos em campanhas e propagandas de conscientização, ainda há uma parte da população que não tem acesso a eles, devido a desigualdades sociais. Um exemplo desta realidade, é retratado no livro Capitães da Areia, de Jorge Amado, em que meninos de rua passam a contrair a varíola, doença à qual não sabiam sequer o nome, demonstrando a falta de informações e acesso a imunização relacionada com a exclusão social. Esses casos, também contribuem grandemente para a volta ou aumento de uma doença, sendo necessário medidas no âmbito social, pois todos os cidadãos deveriam usufruir do direito à saúde no Brasil.

Em vista da grande importância da vacinação para com a sociedade, vê-se necessário a realização de medidas que combatam o movimento antivacina e as desigualdades sociais. Para isso, o Ministério da Saúde deve desenvolver um projeto, em que serão dadas palestras por profissionais da saúde, em escolas e universidades, tanto para alunos quanto para os familiares. Elas mostraram a essencialidade da vacina para saúde de todos e alertarão sobre as notícias falsas, indicando as fontes corretas para buscar informação sobre o assunto. Essas palestras também acontecerão nos locais mais vulneráveis, e serão aplicadas vacinas a todos que ainda não haviam tomado. Assim, as taxas de vacinação irão aumentar e o movimento antivacina será vencido.