Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 24/07/2020
Em 2017, o Brasil enfrentou um surto de febre amarela que se difundiu por todo país. Para evitar que a população fosse vítima da doença, o Governo Federal e o MS iniciaram as campanhas de vacinação. Contudo, a vacinação é uma prática que, embora comprovada cientificamente como um método eficaz e positivo, não consegue proteger a todos. O medo de efeitos colaterais e a falta de vacinas em regiões mais precárias são barreiras que precisam ser vencidas, a fim de que a vacina faça parte da vida de todos os brasileiros.
Em primeiro plano, vale destacar que o medo de que a vacinação cause efeitos colaterais para a saúde de quem a toma, impede que ela seja vista como benéfica e salvadora de vidas. À proporção que isso ocorre, o movimento antivacina vem ganhando espaço, uma vez que alega que a vacinação pode desenvolver autismo em crianças. Através dos meios midiáticos, essa teoria propaga a, então, ineficiência e perigo da vacina. Por conseguinte, pais que acompanham esses meios são influenciados por informações falsas e deixam de vacinar seus filhos. De acordo com o Programa Nacional de Imunização, a vacinação contra a poliomielite caiu 38% na região Norte, entre 2004 à 2016. Dessa forma, doenças que haviam sido erradicadas, acabam voltando.
Outrossim, a falta de vacinas em regiões mais precárias contribui para que o acesso a vacinação torne-se dificultoso. Segundo a OMS, não faltam campanhas de vacinação gratuitas e acesso à elas no Brasil. Contudo, é perceptível que muitas regiões não possuem postos de saúde suficientes quanto mais funcionários para atender a população, que precisando enfrentar longas filas, ainda assim não consegue ser vacinada. Dessa forma, o número de desistências supera o de atendidos, de modo que muitos ainda corram o risco de serem contaminados, como mostra o Programa Nacional de Imunidade, em que somente onze estados brasileiros possuem cobertura vacinal acima dos 90%. Logo, é imprescindível que medidas sejam tomadas para modificar essa realidade.
Portanto, cabe à OMS, juntamente com o Ministério da Saúde, desmitificar a ideia de que a vacina é prejudicial, por meio da criação de comerciais que serão transmitidos pelas emissoras de sinal aberto, como a Globo e o SBT, comprovando cientificamente que a vacinação não é uma ameaça. Além disso, faz-se necessário o aumento das campanhas de vacinação, principalmente em regiões onde o acesso não é garantido, através do controle e reabastecimento constante de vacinas nessas regiões, a fim de que a população vença a barreira que existe entre ela e a vacina. Dessa forma, será possível manter erradicado as doenças que já foram grandes epidemias e salvar a vida de muitos brasileiros.