Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 05/08/2021
O surgimento do vírus da COVID-19 desencadeou uma pandemia global, na qual o desenvolvimento de vacinas foi essencial para o retorno das atividades. Todavia, apesar dessa situação demonstrar os benefícios e a eficácia da vacinação, a crise do programa de imunização torna um desafio garantir seu cumprimento no Brasil, em especial no que concerne a falhas de distribuição e à popularização de grupos anti-vacina. Sendo assim, é fulcral a adoção de medidas que mitiguem o infortúnio.
À vista desse cenário, a dificuldade de acesso a locais interiores representa um grave problema na imunização dos brasileiros. Sob esta ótica iminente, em 1956, Juscelino Kubitschek iniciou o “Plano de Metas”, no qual um dos objetivos para assegurar o desenvolvimento nacional era a construção de rodovias para transporte público. Nessa lógica, o rodoviarismo de Kubitschek se mostrou frágil, pois é ineficiente em atingir todas as regiões, o que inviabiliza a distribuição de vacinas e contribui para a diminuição da área de cobertura. Destarte, é medular repensar o transporte nacional para reparar a distribuição desigual.
Outrossim, enquanto a desinformação se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com uma das mais cruéis formas de violência: a reincidência de doenças erradicadas. Consoante a isso, o Programa Nacional de Imunização (PNI) registrou, em 2016, a menor taxa de vacinação, em doze anos, para poliomielite - apenas uma das diversas doenças que ameaçam reaparecer. De maneira análoga, as baixas registradas pela PNI propiciam o surgimento de bolsões de indivíduos suscetíveis, o que prejudica a saúde da sociedade e reflete a urgência de evidenciar a importância de vacinar.
Portanto, com o fito de desmistificar a vacinação, o Ministério da Economia, responsável pela execução da política econômica federal, deve ampliar o acesso, tanto a vacina quanto a informação, por intermediário do investimento em transporte próprio para o imunizante, que seja rápido e atenda as condições para preservá-lo. Além disso, essa atitude seria associada a campanhas educativas, com vídeos nas redes sociais e presença de personalidades da mídia, para influenciar a população a aderir à causa. Assim, casos como o da COVID-19 podem ser evitados e solucionados de forma eficaz e segura.