Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 12/09/2020
Segundo o Programa Nacional de Imunização, o Brasil encontra-se com índices de vacinação 10% abaixo da média proposta pela Organização Mundial da Saúde. Dessa maneira, é possível afirmar que essa situação é desencadeada pela desinformação acerca da importância da vacinação e do ceticismo científico que tange uma parte da população. Por conseguinte, construindo paradigmas que atinge de maneira negativa a saúde coletiva de forma holística. Logo, faz-se necessária a análise dessa conjuntura, a fim de mitigar os impasses para vacinação no Brasil.
Em primeira análise, segundo Habermas, filósofo da Escola de Frankfurt, a sociedade moderna caminha para à pós-verdade, estado epistêmico-social que promove nos indivíduos a descrença na razão. Dessa forma, infere-se que o ceticismo científico é desencadeado pela disseminação de informações falsas acerca de pesquisas e trabalhos científicos, pois utilizam de posicionamentos fundamentados em viés políticos, ideológicos, de crença e religião. Assim sendo, permite a existência de movimentos anti-vacina, na qual a vacinação é negligenciada e negada por muitos por justificativas fundamentadas no senso comum e influenciadas pela desinformação.
Além disso, esse movimento contribui para consequências sanitárias coletivas, uma vez que a vacinação incipiente promove a perca da imunidade de grupo, assim fomentando à ressurgência de doenças anteriormente já erradicadas, como é o caso do sarampo. Ademais, atinge a dinâmica do sistema de saúde, pois com a negação à imunização, e a ressurgência de doenças, os gastos na medicina curativa - esses que são mais altos comparada à medicina preventiva - contribuem para o maior deficit orçamentário, e a superlotação que o sistema público de saúde já enfrenta. Nessa mesma perspectiva, Drauzio Varella, médico brasileiro, afirma em seu artigo bomba-relógio sobre os custos exorbitantes da saúde no processo curativo e destaca o investimento na prevenção. Logo, a vacinação é crucial para desenvolver o bem-estar coletivo e a qualidade de vida brasileira.
Infere-se, portanto, que para romper com os paradigmas difundidos pelo senso comum que dificulta à vacinação, é necessário que o Ministério da Saúde, junto à Ministério da Educação promova campanhas socioeducativas que elucide a importância da vacinação e desmitifique as informações falsas que são disseminada, com objetivo de garantir a vacinação plena, erradicar doenças e aumentar os índices de imunização. Assim, o Brasil caminhará para um melhor desenvolvimento sanitário e um ótimo bem-estar coletivo humanitário, pois a vacinação é uma ação altruísta, já que protegem aqueles que apresentam comorbidades e aqueles que não tem acesso à saúde de qualidade.