Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 19/08/2020
Desafios da vacinação
A Revolta da Vacina foi uma rebelião popular contra a vacina anti-varíola, ocorrida no Rio de Janeiro, em novembro de 1904, uma vez que o Governo não investiu em campanhas públicas alertando a importância e a eficácia dela. De maneira análoga, à desinformação ainda acomete grande parte da população de baixa renda quando não é avisada sobre os riscos de baixa coberturas, a saber, o desabastecimento de vacinas essencias nos postos de saúde públicos, os altos preços na rede privada, etc. Nesse viés, o relaxamento da vacinação pelos pais e a falta de investimentos governamentais corroboram para a permanência dessa vertente no corpo social brasileiro.
Nos últimos anos, os índices de vacinação vêm decaindo pela recusa de pais em vacinar seus filhos, visto que com mais vacinas disponíveis, algumas famílias optam por quais aplicar em seus filhos, outras preferem evitar a vacinação das crianças, por julgá-las saudáveis. A exemplo, menciona-se o pensamento de Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização, “Os dados de 2016 mostram menor cobertura vacinal para a poliomielite, pode ser por fatores sazonais, mas a resistência das pessoas é algo que está nos chamando a atenção”. Sendo assim, observa-se que a decisão individual, de vacinar os filhos ou não, impacta no número de pessoas protegidas contra doenças transmissíveis, porém preveníveis, e criando grupos suscetíveis a várias doenças.
Outrossim, a queda de investimentos governamentais destinadas à vacinação tem se tornado mais um problema no acesso e distribuição das vacinas à população, dado que essa redução infere diretamente no abastecimento dos postos de saúde. Consoante aos dados do Veja, o Ministério da Saúde planejou fazer uma redução de 7% nas despesas com a compra e distribuição de vacinas em 2020, prevendo um corte de 393,7 milhões de reais. Nesse sentido, torna-se mais difícil municípios pobres gerirem programas de imunização e baterem a sua meta de vacinar a maior parte da população para que não haja risco de uma possível epidemia.
Dado o exposto, à vacinação é algo imprescindível na qualidade de vida de qualquer indivíduo trazendo proteção e prevenção. Logo, o Ministério da Educação, por meio de campanhas nas escolas e postos de saúde, divulgue a importância da vacina, objetivando alertar os pais e por conseguinte aumentar os números da cobertura vacinal. Ademais, o Ministério da Saúde, por meio de investimentos nesse setor, tem-se que abastecer e orientar os profissionais da saúde da maneira com que se deve falar com pais, visando orientar e combater essa mazela. Assim, a sociedade brasileira utilizará esses métodos para se consolidar de maneira que todos tenham acesso a saúde Igualitariamente.