Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 19/08/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, garante a todos os indivíduos o direito a saúde e bem-estar social, defendendo a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, é notório que parte da população canarinha, é impossibilitada de exercer esse direito na prática, tendo em vista a falta de empatia da população e a inoperância de políticas públicas, agravantes da queda da vacinação no país.

Inicialmente, em 1904, o Rio de Janeiro - RJ encontrava-se em estado de desastre, sem saneamento básico, e diversas epidemias se espalharam devido ao aglomerado populacional, sendo a principal delas a varíola. Como medida paliativa, o governo introduziu a vacinação obrigatória. No entanto, grande parte da população não entendia os benefícios das vacinas, o que desencadeou uma revolta entre a população. Enquanto isso, a vacinação continua sendo a principal ferramenta para prevenção e controle de doenças hoje. No entanto, os movimentos antivacinas atuais que se propagam sem qualquer base científica ameaçam o bem-estar da população. Portanto, a não vacinação deixa de ser uma decisão pessoal e pode ser considerada um ato de responsabilidade coletiva, pois ameaça o bem-estar dos cidadãos.

Além disso, não se pode negar que o problema é causado pela falta de estratégia do Estado. Porque não bastava uma política nacional para garantir o avanço dos direitos sociais e econômicos da população, porque a falta de vacinas necessárias nos estabelecimentos de saúde e a falta de recursos municipais para administrar os programas de vacinação estão reduzindo o número de vacinações no país. Além disso, o problema é agravado pela liquidação do SUS, além de desvios, má gestão e centralização de recursos. Por exemplo, estudo do Conselho Federal de Medicina alertou que 8% das Unidades Básicas de Saúde (UBS) não tinham vacinas e 5% estavam embaladas de maneira incorreta, confirmando negligência médica.

Além dos aspectos citados, é necessário que o Ministério da Saúde, em cooperação com as secretarias de saúde dos municípios, faça uma análise das cidades do país com as menores taxas de vacinação e intensifique as campanhas preventivas nessas localidades. Para isso, eles têm que distribuir cartazes em locais públicos nos municípios (escolas, UBS, hospitais, etc.) que respondam às preocupações do público e demonstrem os benefícios da vacinação, para construir empatia pelos cidadãos.