Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 22/08/2020
O movimento sanitarista de Oswaldo Cruz foi um marco para a saúde pública no país. Estabeleceu, também, a mentalidade política brasileira relativa ao combate de doenças. Segundo a constituição vigente, é dever do Estado zelar pela saúde da população, entretanto, a vacinação -um dos métodos mais eficazes na prevenção de enfermidades- tem enfrentado obstáculos no Brasil.
Apesar dos esforços do Ministério da Saúde, cada vez menos pessoas estão sendo vacinadas, doenças já isoladas e atualmente consideradas não problemáticas podem retornar, sem preparo prévio, estas apresentam grande risco para a população. Sem a vacinação a rede de saúde pública -que já se encontra numa situação de sobrecarga e de escassez de suprimentos- enfrentaria crises severas, além do mais, surtos epidêmicos afetam diretamente o desenvolvimento de sociedades, com impacto direto nas vidas da população e na economia.
A queda na cobertura da vacinação no país ocorre principalmente por duas razões. A primeira é a falta generalizada de recursos, das próprias vacinas até a logística das campanhas, a necessidade de mais atenção ao setor da saúde fica patente, por exemplo, na quantidade de profissionais qualificados, transporte e infraestrutura. A segunda se dá na área da comunicação, o Ministério da Saúde promove diversas campanhas de conscientização, muitas sobre a vacina, porém, na atualidade estes esforços são insuficientes, é preciso também diretamente combater a desinformação presente em redes sociais e outras mídias, até agora negligenciadas.
Reverter o quadro atual é factível, por meio de um redirecionamento de verbas, o Ministério da Saúde teria como proporcionar mais recursos às campanhas de vacinação, suprindo qualquer necessidade anteriormente não atendida. Adicionalmente, este poderia ter uma maior participação em redes sociais, para fiscalizar e conscientizar. A Revolta da Vacina se deu devido a ignorância da população, a próxima, se houver, do Estado.