Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 05/10/2020

Durante a República da Espada, o processo de modernização da cidade do Rio de Janeiro resultou na Revolta da Vacina, na qual, apesar de priorizar a saúde pública, foi conduzida de forma agressiva pelas autoridades. Nesse sentido, mesmo com os avanços médicos, no Brasil, ainda há dificuldades na garantia da vacinação social e questões como o movimento antivacina e a infraestrutura são relevantes nessa situação. Desta forma, analisar esses problemas e solucioná-los é necessário.

Em primeira análise, vale destacar que o movimento antivacina teve repercussões evidentes no Brasil e no mundo. Por ser uma manifestação que se disseminou rapidamente nos meios digitais, muitas pessoas passaram a acreditar em notícias falsas vinculadas às vacinas e os benefícios que elas podem trazer. Tal realidade, aliada à desinformação, gera dados alarmantes sobre os índices de cobertura vacinal no Brasil, nos quais, segundo a Fiocruz, têm caído constantemente desde 2016, o que comprova o poder desse movimento e a sua repercussão negativa.

Outrossim, a infraestrutura precária nos hospitais e postos públicos brasileiros também afeta a adesão social às vacinas. Geralmente, os serviços públicos de saúde estão a disposição da população, porém, muitas vezes, há falta de recursos e medicamentos, incluindo as vacinas, o que contribui para que a comunidade não crie expectativas de melhora e não adote a vacinação como prioritária. A exemplo tem-se o surto de febre amarela no Brasil, em 2017, em que muitas pessoas procuraram a vacina no sistema público de saúde e não a encontravam para a sua imunização.

Portanto, incentivar a vacinação é necessário e urgente. Sendo assim, cabe a mídia, em especial as redes sociais, divulgar propagandas com verdades e mentiras sobre as vacinas, por meio de uma linguagem simples e objetiva, a fim de atingir o maior número de compartilhamentos e gerar informação social. Ademais, o Ministério da Saúde, deve reabastecer com menos tempo os insumos no serviço de saúde, por meio de dados fornecidos pelas cidades, visando a adesão popular à vacinação.