Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 28/08/2020
A Revolta da Vacina,ocorrida durante o período da República Velha,teve entre um de seus motivos o desconhecimento populacional em relação aos benefícios da vacinação.Consonamente,o atual cenário brasileiro também conta com desafios relacionados à aplicação da vacina.Tal problemática deve-se tanto a fatores de ordem governamental como de ordem social.
Para começar tem-se que o descaso estatal diante da atual crise de vacinação é fundamental na consolidação do problema.Isso porque,apesar da saúde ser um pilar garantido constitucionalmente,o Estado falha ao não priorizar investimentos em campanhas de vacinação e em recursos que garantam uma ampla cobertura vacinal,além de ter um sistema ineficiente por meio do uso de cartão físico que pode ser perdido e assim não se saber quais vacinas já foram aplicadas.Dessa maneira,tal negligência contribui com uma maior disseminação de patologias,bem como corrobora com a precária situação da saúde pública.
Ademais,vale ressaltar que a falta de informação social é outro fator que dificulta o controle de doenças,como o ocorrido na revolta da vacina na qual queriam impor sem ao menos informar a população sobre o funcionamento da imunização.Além disso,como dito por Pierre Levy vivemos numa sociedade hiperconectada na qual a disseminação de notícias falsas se dá rapidamente.Bem como o movimento antivacina associam à vacina ao ato de manifestação de patologias interferindo diretamente, por exemplo, na escolha dos pais de levarem seus filhos para se vacinar. Nesse sentido,tem-se uma uma população mais suscetível,vulnerável,descrente, desconfiada e ávida por informação sendo presa fácil para movimentos antivacinação.
Portanto,medidas são necessárias para a contenção dos entraves da vacinação no Brasil.Logo, a adesão de uma carteira de vacinação digitalizada e um banco de dados nacional pelo governo federal para que os dados sejam de fácil acesso e sem perdas,como muitas vezes acontece com o cartão físico.Além de um mapeamento e inclusão de regiões remotas e o aumento de unidades móveis de imunização pelo Estado,por meio da inserção de locomoção conveniente com a região,como cavalos por exemplo.Também cabe ao ministério da saúde a divulgação do conhecimento científico,por campanhas publicitarias que informem sobre a imunização e como ela funciona para que não haja dúvidas sobre seus beneficios e alerte a população sobre a ignorância espalhada pelo movimento antivacina.