Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 27/08/2020

Em “It”, Pennywise é um palhaço que assume a forma de uma criatura que se alimenta do medo de jovens e crianças. De maneira análoga, há uma parcela da sociedade, que ao ser exposta à vacina, encontra-se tão atormentada quanto aos cidadãos da obra de Stephen King. Essa questão é devido à fatores como: desinformação populacional e herança histórica, que devem ser enfrentados.

A priori, é notório que há uma falta de informação direcionada à população, impedindo com que o problema seja resolvido. Na teoria dos “ídolos”, Francis Bacon afirma que a mente humana se ocupa com falsas percepções, as quais por sua vez, atrapalham a compreensão da realidade. Dessa maneira, a taxa de pessoas anti-vacinas se encaixa na ideia do filósofo, visto que criam uma suposição, na maioria das vezes disseminadas através de publicações falsas em redes sociais. Assim, vinculam a vacinação e os possíveis efeitos colaterais com o surgimento de outras patologias, por exemplo, o autismo.

Outrossim, é importante sinalizar que a questão da vacina é uma herança de um conflito do início do século XX. Com o fim da monarquia e da escravidão, o Brasil passou por fases de urbanização, uma delas envolvendo a área da saúde da população. No entanto, uma proposta de vacinação obrigatória gerou uma rebelião popular, conhecida como Revolta da Vacina. Nesse sentido, parte da população atual -geralmente adultos inseridos no contexto das notícias falsas- se manifestam com movimentos contrários a vacinação. Logo, se comportam como “rebeldes”, e muitas das vezes, impedem seus filhos de participarem a favor do movimento, prejudicando não só a si mas também a saúde de outro indivíduo.

Diante ao exposto, é necessário agir para que o impasse seja resolvido. O Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, precisam atuar em conjunto para oferecer as informações corretas e necessárias sobre as vacinas para a população. Devem ser inseridas em escolas, públicas e privadas, palestras ministradas por profissionais da área da saúde, de modo com que sanem as dúvidas e desmitifiquem sobre a questão em presença dos alunos e responsáveis. Essa disseminação informacional também é função do Poder Midiático, que funciona como canal de comunicação, e deve atuar com a propagação de campanhas por meio de aplicativos, fiscalizados pelo Ministério da Saúde. Desse modo, as ideias falsas sobre a vacinação serão excluídas e a população será orientada de maneira correta acerca das vacinas.