Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 05/09/2020

No início do século XX houve, pela primeira vez, a vacinação obrigatória, liderada pelo sanitarista, Oswaldo Cruz. Nesse contexto, surgiu a Revolta da Vacina: descendentes de escravos temiam mais uma forma de tortura através dos efeitos do medicamento, até então, desconhecido. Diante disso, esses ideais criaram forças e, hodiernamente, existe o Movimento Antivacina, cujo lema destaca os malefícios da vacina no funcionamento do corpo humano. Ademais, com a Ciência atacada, crianças e responsáveis na área da saúde sentem dificuldades ao garantir a vacinação dos brasileiros.

A priori, crianças e adolescentes são obrigados, pelo Estatuto de Crianças e Adolescentes (ECA), a serem vacinados. Contudo, grande parcela dos pais e responsáveis não os levam em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), em virtude dos efeitos colaterais que todo medicamento possui, por conseguinte, doenças, como paralisia infantil, ascendem exponencialmente. De acordo com o “G1.com”, de 2019, o sarampo voltou a manifestar-se devido, principalmente, à falta de vacinação, para mais, uma mãe perdeu seu filho por não receber doses que fortalecem seu sistema imunológico e estimulam a produção de anticorpos - função da vacina. Logo, os ECAs devem ser reorganizados para o controle dessas e das demais doenças.

Outrossim, a cobertura vacinal é mais abrangente, se a enfermaria for ambulante. Dado que, campanhas de vacinação ocorridas em escolas tendem a ficar próximo, significativamente, da meta estabelecida pelo Ministério da Saúde. Entretanto, profissionais de enfermaria devem estar em ambientes arquitetados diretamente a eles, para terem uma maior segurança em casos de contágio de bactérias contra os lotes no medicamento. Visto que, como cita Louis Pasteur, em seu experimento “Pescoço de cisne”, as bactérias estão dispersas no ar, sendo assim, estar em um local fixo, em comparação com formas nômades, há a tendência de redução de contágio e, consequentemente, menor risco de haver o surgimento de outros efeitos colaterais.

Em suma, portanto, é imprescindível que haja soluções para os impasses da vacinação brasileira. Para isso, o Ministério da Saúde, em parceria com UBSs de cada bairro do país, deve instaurar, em meios de comunicação de massa, a importância da vacina em crianças e adolescentes, a fim de salientar que há a necessidade de controle de determinadas doenças para o progresso do país. Ademais, dispor à população, por meio de folhetos e outdoors, mapas de UBSs por região, a fim de terem facilidade ao encontrar a enfermaria mais próxima da residência, para, assim, avançar com a melhoria na expectativa de vida dos cidadãos brasileiros.