Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 27/11/2020

O filósofo francês Sartre defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este seria livre e responsável. No entanto, percebe-se a irresponsabilidade da sociedade no que concerne à prática de vacinação no Brasil do século XXI. Nesse sentido, estratégias precisam ser criadas para alterar essa situação, que tem como causas: a falta de conhecimento e a má influência midiática.

Em primeiro plano, é necessário atentar para a ausência de compreensão de parte da nação a respeito da importância da vacina. Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento sobre o mundo. Sob essa lógica, percebe-se que o entendimento limitado sobre a eficiência das vacinas e seus efeitos torna-se causador da queda da imunização brasileira. Assim, sendo uma parcela da população desinformada, dificulta-se a resolução da adversidade.

Em segunda análise, a péssima influência das redes sociais se faz terreno fértil para a propagação do movimento antivacina. De acordo com Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Visto isso, a internet deveria ser uma fonte de informação para os brasileiros, entretanto, há se tornado uma forma de disseminar farsas. Nessa perspectiva, observa-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de conhecimento da população, influencia na consolidação do problema.

Torna-se evidente, portanto, que a falta de vacinação dos brasileiros é um desafio que demanda intervenção. Dessa maneira, especialistas em imunologia, com o apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência da mídia sobre a vacina. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que tem sido dado nas redes sociais com relatos médicos sobre as consequências do movimento antivacina. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. A partir dessas ações espera-se promover a construção de um Brasil melhor.