Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 11/09/2020

No período da República Velha, ocorreu no território a Revolta da Vacina, tendo como um de seus motivos o desconhecimento populacional em relação aos benefícios da vacinação. Em paralelo com a realidade hodiernamente, o atual cenário brasileiro também conta com desafios relacionados à aplicação da vacina, o que acaba comprometendo a vivência coletiva. Tal problemática deve-se não só por  fatores de ordem governamental, mas também, por fatores de ordem social. Nessa lógica, é imprescindível que medidas devem ser tomadas para a resolução da problemática na nação.

Precipuamente, é fulcral pontuar o descaso  estatal diante da atual crise de vacinação como promotor da consolidação do problema. Apesar da saúde ser um pilar garantido constitucionalmente, o Estado falha ao não priorizar investimentos em campanhas de vacinação e em recursos que garantam uma ampla cobertura vacinal, rompendo assim com a teoria do filósofo São Tomás de Aquino, de que todos os civis devem ser auxiliados pelo governo vigente. Um exemplo disso é a reincidência de doenças como sarampo e poliomielite nas regiões de fronteira, que poderiam ser evitadas com medidas preventivas a toda a população local. Dessa maneira, tal negligência contribui com uma maior disseminação de patologias, bem como corrobora com a precária situação da saúde pública.

Ademais, é válido salientar que a falta de informação social é outro fator que dificulta o controle de doenças, uma vez que muitas pessoas, por não conhecerem os graves riscos que a não imunização pode causar, negligenciam essa prevenção e acabam reduzindo a segurança da população como um todo. Além disso, a disseminação de notícias falsas que associam a vacina ao ato de manifestar patologias interferem diretamente, por exemplo, na escolha dos pais de levarem seus filhos para se vacinar. Nesse sentido, tem-se uma preocupante potencialização do movimento antivacina e, consequentemente, uma população mais suscetível e vulnerável.

É notório, portanto, que a vacinação no Brasil conta com entraves que precisam ser contidos. Logo, cabe às mídias públicas, aliadas às instituições educacionais, deliberar acerca desse problema - haja vista a forte influência que exercem na população - por meio de debates elucidativos, tanto nas redes sociais e demais veículos de comunicação, como nas salas de aulas, com o fito de esclarecer a importância da vacinação, além de ratificar seus riscos. Para mais, os órgãos governamentais devem investir em recursos de imunização que abranjam todas as localidades, sobretudo as regiões mais remotas dos país. Dessa forma, a situação será atenuada e a teoria Aquiniana será melhor aplicada.