Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 19/09/2020

Segundo a Constituição federal de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à saúde. Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez que há desafios para garantir a vacinação dos brasileiros. Nesse sentido, é importante analisar que parte da população tem sua garantia constitucional violada, isso sendo consequência da negligência governamental, somada à má formação escolar, o que dificulta a atenuação da problemática.

Em primeiro plano, observam-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, em garantir que os orçamentos federais destinados a programas de imunização da população sejam utilizados corretamente. Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua teoria contratualista, os indivíduos de uma sociedade abrem mão de parte de suas liberdades e delegam funções ao Estado, a fim de atingir o equilíbrio social. Sob essa perspectiva, o governo falha à medida que não fiscalizar, de forma eficiente, os principais municípios em que a taxa de vacinação está decrescendo, com o intuito de desmantelar casos corrupção e má gestão de recursos para a saúde. Logo, a escassez dessas medidas contribui para o retorno de doenças já controladas como a poliomielite, além do desabastecimento de vacinas sobrecarregar as unidades de saúde.

Ademais, os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros possui relação com movimentos antivacina, ao passo que as instituições de ensino demonstram-se ineficientes em estimular o senso crítico na aprendizagem do aluno. Nesse ínterim, o filósofo Theodor Adorno apontou, como possibilidade sociológica, uma pedagogia para autonomia, a fim de desenvolver uma escolaridade marcada por uma ética transcultural e inclusiva. Nessa conjuntura, o tecido educacional é ineficaz em fomentar, no aluno, uma mentalidade esclarecida quanto a responsabilidade coletiva que é se vacinar, uma vez que a recusa dessa medida favorece o surgimento de epidemias. Portanto, em função da baixa escolarização e de uma descrença na ciência, parte da população contribui para a manutenção de teorias conspiratórias e notícias falsas sobre a imunização, o que corrobora o descaso com a saúde.

Em conclusão, é responsabilidade do Estado, mediante o cumprimento de seus deveres previstos na Carta Magna, desenvolver medidas capazes de atenuar a problemática. Destarte, é dever do Ministérios da educação, por meio do financiamento de palestras educacionais feitas para alunos e pais, orientar sobre os benefícios proporcionados pela vacinação, além de responder as dúvidas acerca do tema, de maneira a extinguir teorias conspiratórias e movimentos antivacina. Desse modo, os desafios para garantir a imunização dos brasileiros serão atenuados, já que as mídias sociais também irão propagar campanhas informando os locais e horários para se vacinar.