Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 26/09/2020

A primeira vacina surgiu em 1796, desenvolvida pelo médico inglês Edward Jenner, como esforço para combater a varíola. Desde então, esse tratamento foi aprimorado e ampliado para prevenir diversas doenças. Entretanto, a vacinação encontra diversos desafios como convencer a população de sua importância, bem como desmentir movimentos antivacina.

Inicialmente, destaca-se a necessidade de ensinar a relevância das imunizações. Nesse sentido, menciona-se como exemplo negativo o trabalho de Oswaldo Cruz na vacinação compulsória dos cariocas na década de 1900, a qual fez uso de medidas violentas e autoritárias como a invasão de lares, despejos à força e interdições e resultou na compulsão social conhecida como Revolta da Vacina. Por outro lado, as diligências do Ministério da Saúde devem se espelhar na empreitada do farmacêutico Rodolfo Teófilo, que, sem ajuda do governo, liderou sozinho uma campanha bem-sucedida contra a varíola em Fortaleza, com base no diálogo e persuasão da população cearense na segunda metade do século XIX.

Adicionalmente, cabe ressaltar como prejudicial a desinformação característica de movimentos negacionistas e anticiência. Nessa perspectiva, tais grupos ganharam força a partir da publicação de um estudo na revista científica Lancet em 1998, pelo médico Andrew Wakefield, associando a imunização da tríplice viral com o aumento da ocorrência de autismo em bebês. Dessa forma, em que pese a posterior descoberta de que os dados da pesquisa eram fraudados, parte da opinião pública já tinha sido impactada.

Diante do exposto, nota-se que as dificuldades em ampliar a taxa da população imunizada residem principalmente no campo da conscientização. Portanto, com o objetivo de persuadir a nação, faz-se mister que o Ministério e as Secretarias de Saúde vinculem campanhas que alertem sobre o perigo do retorno de moléstias já erradicadas no Brasil, como a varíola. Isso pode acontecer por meio de publicidade em escolas, na televisão, no rádio e nas redes sociais, possivelmente com a mensagem sendo transmitida por famosos, para chamar a atenção das pessoas. Destarte, o país e seus cidadãos estarão mais protegidos, principalmente aqueles que não podem se imunizar, como os imunodeprimidos, grávidas e pacientes com câncer.