Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 14/10/2020
“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto atual, os problemas envolvendo a vacinação brasileira funcionam como gotas de sujeira poluidoras da sociedade. Nesse prisma, fatores como a falta de incentivo e de atenção impede a limpeza completa do oceano, o que deve ser solucionado imediatamente.
Em primeira instância, a falta de incentivo é o vetor para a epidemia de queda do número de vacinações no Brasil. Desse modo, o ato de vacinar é um grande aliado para proteger a população contra patógenos perversos, como a gripe influenza, pertencente, de forma atenuada, atualmente. Porém, quando indivíduos deixam de usá-la, é perceptível o aumento de doenças que são fatais para muitas pessoas. Nesse sentido, muitas vezes, chegam informações sem fundamentos verídicos, principalmente, com o avanço de redes sociais -proliferando rapidamente notícias - como exemplo o senso comum de que a vacina deixa o usuário doente e frágil, o que mostra que medidas devem ser feitas para trazer dados corretos que demonstrem a importância da vacinação.
Além disso, é notório que a carência de atenção pelos pais para com os filhos, somado a ideologias negativas, contribui para deficiente vacinação no Brasil. Nesse aspecto, quando uma mãe e um pai não dão prioridade para a profilaxia vacinável dos filhos, auxiliam para que a insalubre situação persista, uma vez que as crianças não aprendem a importância do ato e, assim, continuarão o ciclo falho de prevenção, provando-se no dado da OMS de que a imunização da poliomielite ficou abaixo da meta anual, efetivando que educar as crianças sobre o assunto, é primordial para melhorar a vida dos seres.
Portanto, medidas são necessárias para que as os desafios referentes a vacinação sejam superados. Por conseguinte, cabe a escola, fazer palestras, ministradas por psicólogos, em ginásios das instituições de ensino, com o “slogan” “vacina salva-vidas”. Isso pode ser feito por meio de diálogos entre o público e o especialista sobre os benefícios que o uso de vacinas proporciona para o bem do coletivo, a fim de que as pessoas presentes sejam influenciadas a realizar o ato, assim como indicar para outras, por exemplo, pais que ensinam os filhos a se prevenir e se proteger, resultando na plantação de sementes de ideias que germinarão em teorias sociais de saúde. Já, Ministério da Economia, poderia promover campanhas informacionais de colagem de cartazes em semáforos, com a frase estampada “Não vacile, vacine-se”, de modo que os indivíduos reflitam e realizem a vacinação, atingindo o maior número de pessoas possível, resultando na melhora da qualidade de vida. Dessa forma, as gotas de sujeira serão insignificantes para poluir o imenso azul do oceano; a fé na humanidade e a vacinação como prevenção de enfermidades tornar-se-ão destinos certos.