Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 12/10/2020

Hipócrates, homem que revolucionou a Grécia ao afirmar que as patologias eram ocasionadas por desequilíbrios corporais e não devido a castigos divinos. Com o passar dos anos, a medicina avançou tanto que no século XVIII, Edward Jenner ao observar uma vaca doente, criou a primeira vacina contra a varíola, de modo a inaugurar a prevenção de doenças. Nesse sentido, a ciência desde os primórdios apresenta caráter evolutivo. Entretanto, no Brasil, a ausência de conhecimento sobre a importância dessa contribuição para a medicina, além de movimentos antivacina disseminados por meio de fake news estão ameaçando os avanços da saúde.

Primeiramente, faz-se necessário compreender o valor da vacina para o mundo contemporâneo. A esse respeito, é cabível citar a teoria biológica no que tange à imunização: a vacina é composta por vírus atenuados que ao entrarem em contato com o organismo do paciente estimulam o sistema imunológico e assim, o corpo aprende a se defender contra o vírus de modo a prevenir futuras infecções. Dessa forma, essa ferramenta da saúde tem sido essencial na erradicação de doenças que antes eram comuns e resultavam em óbito como a varíola e caxumba, por isso é imprescindível apresentar o real funcionamento das vacinas para a população.

Outrossim, as fake news contribuem para a desinformação geral. Consoante a isso, em 2016 a pós-verdade foi eleita a palavra do ano pela revista mundialmente conhecida, “Forbes”, e esse conceito ilustra perfeitamente o advento das fake news pois demonstra que aquilo que não é fato se tornou mais popular e aceito. Ademais, as notícias falsas são veiculadas em grupos de rede sociais, onde a “informação” é transmitida para o mundo todo sem a preocupação acerca de sua legitimidade, com um clique. Sendo assim, é possível depreender a fertilidade do cenário atual para movimentos conspiratórios como o anti vacina.

Infere-se, portanto, que no Brasil, urgem-se medidas para a valorização da vacinação. Para tanto, o governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deve promover campanhas que compartilhem informações legítimas acerca da vacinação e sua importância para a erradicação de diversas doenças da história da humanidade. Além disso, é imperioso que o Estado fiscalize a vacinação das crianças, pois a não vacinação se configura como crime. Isso com o fito de mitigar os danos causados por esses movimentos desinformantes e perdurar o legado de Hipócrates e Jenner.