Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 17/11/2020

Em 1904, ocorreu no Rio de Janeiro uma famosa rebelião popular, que ficou conhecida, como Revolta da Vacina. Tal movimento, teve seu estopim na obrigatoriedade da vacinação contra a varíola. Apesar da medicina preventiva ter avançado, cresce o debate nacional acerca dos desafios para garantir a vacinação dos brasileiros, devido ao desenvolvimento do negacionismo científico, como também  a ineficaz ação governamental.

Em um primeiro plano, é possível perceber que ao longo das últimas décadas cresce o número de adeptos ao negacionismo científico. Em outras palavras, a ciência observa o crescimento do número de pessoas que não acreditam totalmente ou parcialmente nos avanços científicos. Um exemplo desse crescimento, é a ascensão do Movimento Antivacina, que há mais de 20 anos, ganha cada vez mais força que até mesmo, a OMS (Organização Mundial da Saúde) considerou-o em seu relatório de 2019 como um dos principais desafios e ameaça à saúde global.

Além disso, cabe ressaltar que a ação ineficiente por parte do governo, dificulta a garantia da vacinação dos brasileiros, que se traduz na deficiente distribuição e aquisição das doses de vacinas. Essa falha governamental, fica ainda pior em municípios mais pobres, em que muita das vezes ocorre a insuficiência de doses para a população, o que desampara inúmeros cidadãos que necessitam da saúde pública. Consequentemente, muitas doenças que consideravam-se erradicadas voltam a surgir. Prova disso foi a volta do Sarampo no Brasil em 2018, doença que desde 2016 a OMS julgava erradicada.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade do Estado em assumir seu papel de assegurar o direito à saúde para todos os brasileiros e combater os desafios da vacinação brasileira. Para isso, é essencial que o Governo articule juntamente com o Ministério da Saúde e o Ministério das Comunicações, de forma a investir em campanhas de conscientização a fim de esclarecer sobre a importância da vacinação para aumentar a cobertura vacinal nacional, assim evita-se o retrocesso ao ano de 1904.