Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 14/01/2021

Em menos de duas décadas, o que os europeus levaram séculos para acumular foi tomado pela mãe natureza. Aquela assombrosa parcela - 2/3 da população existente na Europa da Baixa Idade Média - sucumbiu perante a bactéria Yersinia pestis, a Peste Negra. Após tamanha demonstração do queão fraco o ser humano é, este parte em busca de um refúgio contra os malefícios da seleção natural. Felizmente o encontra, na forma da medicina teórica e empírica, a exemplo das vacinas. Todavia, garantir que tal descoberta proteja a raça humana da extinção pandêmica é, ainda no século XXI, um prodigioso adversário.

Contudo, após tanto avanço na área da vacinação e da gestão urbana e social, não deveria haver dificuldade em enfrentar pandemias. Uma vez com o método já em mãos - observar, analisar os fatos, levantar teses, fazer experiências, encontrar uma solução, e, então, aplica-la -, o processo tornar-se-ia, teoricamente, simples. Mas, em meio à simplicidade emerge a complexidade: os movimentos antivacina ganham força com fake news, como a que “afirmava” que o autismo estava ligado à vacina, e têm a capacidade de atrapalhar o andamento do método já conhecido e em uso pela medicina moderna. Portanto, o perigo que este grupo de pessoas exerce para o avanço na área da saúde é um fator que deve ser combatido.

Conquanto, o problema da questão não é apenas reduzir os obstáculos no caminho necessário para achar a “solução” da gradação citada, mas também trazer à tona a importância dessa resolução para a manutenção da espécie humana, e, além disso, o fato da capacidade de controlar, de certa forma, seu futuro, ser o suprassumo de qualquer forma de vida que habita a Terra. Ou seja, suprimir a taxa de mortes a partir da imunização em massa é um invejável marco alcançado pelo Homo sapiens.

Entretanto, tamanho progresso de nada valerá sem o devido apoio dos Ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia e Inovação, os quais podem, em conjunto com as escolas e famílias brasileiras, pôr em prática campanhas de amplo acesso à vacinas, e de conscientização da população, para que todo o caminho percorrido até então nos avanços da área da alopatia não tenha sido em vão. Assim sendo, por maior que seja o adversário da medicina, com estas medidas, o Brasil poderá tornar-se exemplo do combate à fria seleção natural.