Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 15/11/2020

Temática de grande relevância social na contemporaneidade versa sobre os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros. Isso porque, devido ao crescimento do movimento antivacina, ocorreu uma significativa redução do número de pessoas imunizadas no país. Somado a isso, as atuais políticas públicas de desarticulação das máfias da mentira são insuficientes e, além disso, muitos cidadãos acreditam em notícias falsas sobre esse assunto, especialmente os pais. Nesse viés, é necessário que ocorra uma intervenção estatal e populacional com o fito de obter soluções para essas problemáticas.

A priori, cabe mencionar a Revolta da Vacina, ocorrida em 1904, no Rio de Janeiro. Nesse contexto, os indivíduos protestaram por não estarem devidamente informados e instruídos pelas esferas governamentais. Analogamente, no panorama hodierno, a propagação de inverdades pelas redes sociais consiste em uma malha de ignorância, que é costurada veloz e incontrolavelmente. Dessa maneira, quanto mais tempo o Estado levar para reagir, mais malefícios esses boatos causarão. Por conseguinte, assegurar o não desabastecimento de vacinas nos postos de saúde é tão vital quanto o esclarecimento popular sobre o tema. De acordo com dados do Sistema Nacional de Imunização, a cobertura vacinal contra a poliomielite no Brasil caiu 10% entre 2012 e 2018 - o que demonstra o quão alarmante é o quadro.

A posteriori, segundo o filósofo grego Sócrates: “Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”. Sob esse prisma, é fundamental que cada ser humano, individualmente, faça uma leitura crítica da realidade e dos conteúdos com que tem contato. Desse modo, ao filtrar os materiais que escondem más intenções, a sociedade quebrará o ciclo de disseminação dos mesmos e debaterá sobre as vantagens da imunização. Com isso, os pais discernirão a proteção que seus filhos adquirem ao serem vacinados e, simultaneamente, envolverão a comunidade nessa discussão.

Logo, é mister que o Ministério da Saúde contrate equipes especializadas na identificação e combate às propagandas enganosas sobre a eficácia das vacinas. Isso pode ser realizado mediante a utilização do “home office”, uma forma de trabalho que evita a construção de espaços físicos específicos e, consequentemente, economiza recursos financeiros estatais. Paralelamente, esses profissionais devem ter a função de palestrar nos centros culturais dos municípios, a fim de ampliar a rede de sujeitos inteirados nessa temática e, pois, envolver a sociedade na luta contra o movimento antivacina. Assim, por intermédio da sabedoria aludida por Sócrates, derrotar-se-á a ignorância.