Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 01/11/2020

Não há como se negar que o Programa Nacional de Imunização (PNI) seja referência mundial. No entanto, a taxa de cobertura da vacinação no Brasil vêm caindo nos últimos anos e gerando prejuízos incalculáveis á saúde pública, uma vez que doenças, como o Sarampo, retornaram com força pouco mais de um ano depois de o país receber da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) o certificado de eliminação. Dessa forma, é evidente a necessidade de informatização á população, explicitando a importância do processo imunobiológico como manutenção da vida.                   Primeiramente, é fundamental ressaltar os principais fatores que levaram á queda das coberturas vacinais. Dentre outros motivos, isto ocorre devido a carência de conhecimentos factuais que chegam até os cidadãos, pois, segundo pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a estratégia de campanhas de conscientização adotada atualmente é a mesma de 1970, que utiliza de mecanismos da linha publicitária vertical, ou seja, possuem o perfil de segmentação, agrupam pessoas com interesses em comum e reúnem público com perfil uniforme. Porém, ocorreram grandes mudanças na sociedade nos últimos anos e este modelo de marketing, que antes era o suficiente, agora já não surte mais o efeito esperado. Assim, o sistema ideal seria o da linha horizontal, pois permite a participação de extenso número de pessoas, abrangendo o acesso a maior parcela da sociedade, mas que ainda não foi optado.                                                                                                        Por consequência das lacunas existentes em decorrência da ausência de referências corretas, gera-se nas pessoas certa hesitação em se vacinar, uma vez que lhes falta o entendimento dos benefícios de tal ato, sobrando, apenas, o soçobro lento, o afundamento do senso crítico, a casualidade desprezível com a própria saúde. E, como se não bastasse toda esta série de problemas mencionados, advém, também, certa fragilização dos indivíduos diante de informações falsas disseminadas via internet por movimentos ditos antivacina, lesando, ainda mais profundamente, o objetivo de imunização. Todavia, nem tudo está perdido: 97% dos brasileiros concordam ou concordam fortemente que é importante vacinar as crianças, conforme aponta o estudo Wellcome Global Monitor 2018, portanto, não seria otimismo insano, tampouco ingenuidade, afirmar que existem possibilidades reais e concretas de diluição dos empecilhos exibidos anteriormente.                                                                                            Diante do exposto, faz-se necessário que o Ministério da Saúde execute ações de prevenção e promoção da vacinação coletiva por meio de campanhas publicitárias horizontais e intensificação da divulgação científica nas mídias sociais. Propiciando, assim, garantia de imunização dos brasileiros, extinção total das doenças e, claro, possibilitando melhor qualidade de vida aos cidadãos.