Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 17/11/2020

Responsável por erradicar diversas doenças no mundo -sarampo no Brasil, por exemplo- e contribuir para o aumento da expectativa de vida, a vacina tem sua importância ignorada por certo grupo na sociedade. Chamados de “anti vacinas” agem de forma a negar sua notoriedade e conspiram contra as vacinas, e, desta forma, fazem com que o desafio para garantir a vacinação dos brasileiros seja mais dificultoso, prejudicando toda a sociedade.

Antagônicos aos movimentos científicos, essa comunidade pode desencadear e potencializar grandes danos à saúde pública, lutando em prol de algo que -com base em opiniões rasas- tentam refutar fatos comprovados cientificamente. Contudo, há uma ridicularização dessas pessoas, que só faz com que o viés de serem “passadas para trás” seja alimentado, tornando-as ainda mais convictas de suas opiniões.

Contudo, ainda existe mecanismos que corroboram para que esse movimento mantenha forças, que são as lógicas de dados computacionais. Com isso, as pessoas são atingidas por conteúdos semelhantes aos que pesquisam, ficando imersas em um meio que todos têm o mesmo viés de estarem sendo enganados, e assim aderem à teorias de conspirações, e, nesse caso, coloca em risco a vida de muitas pessoas. Isso é demonstrado na pesquisa feita pelo DATASUS, órgão do Ministério da Saúde, que mostra a queda da cobertura de vacinação desde 2004.

Sendo assim, entende-se que  que esse tipo de movimento, além de estar indo contra a ciência, vai contra a saúde pública, e o fato de pensamentos assim serem motivos de piada, só fortalece esses grupos. Dessa forma, torna-se de suma importância a participação do Estado para lidar com esse problema, o Ministério da Educação junto com o da Saúde podem promover palestras em escolas e centros recreativos com profissionais da área, demonstrando a importância da vacinação para a sociedade, conscientizando a população com discursos de pessoas com propriedade no assunto, com o intuito de desfazer pensamentos contra os medicamentos. E, de forma complementar, o poder legislativo -especificamente os deputados federais- podem desenvolver alguma lei que aplique o mesmo princípio da propaganda eleitoral gratuita para as campanhas de vacinação. Isso, além de economizar orçamento do Ministério da Saúde, iria também, ser um potencial influenciador para que as pessoas fossem tomar as vacinas.