Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 02/11/2020
Após ser considerada uma doença erradicada, tendo registrado mais de 3 mil casos em 2020, atualmente o país vem sofrendo de um surto de sarampo. Assim, o Movimento Antivacina e a falsa percepção de que o perigo de doenças erradicadas acabou são alguns dos fatores responsáveis pela queda da taxa de vacinação dos brasileiros. Diante disso, surge a problemática social da falta de conscientização sobre a imunização por parte da população e da disseminação de fake news em relação à eficácia das vacinas.
Em primeira análise, segundo o Ministério da Saúde, não é recomendado o descaso com vacinações de doenças erradicadas recentemente. Ainda, o ministério adverte que infecções podem ocorrer fora do país e que a imunização contínua impede pequenos surtos dessas doenças, principalmente em crianças. Deste modo, fatores como a desinformação e negligência tanto por parte da população como do Estado, são responsáveis, em parte, por gerar desafios na vacinação da população brasileira.
De maneira análoga, a Revolta da Vacina foi um motim ocorrido no Brasil em 1904, quando parte da população recusou a campanha de imunização contra a varíola, criada pelo médico Oswaldo Cruz. Da mesma forma, o Movimento Antivacina surge para espalhar desinformação, alegando que a imunização é desnecessária ou até mesmo perigosa, podendo causar doenças graves. Assim, surge o perigo de contaminações e de pequenos surtos, podendo evoluir para epidemias. Em conclusão, a saúde pública é também afetada pela disseminação de fake news, colocando em risco milhares de vidas.
Portanto, medidas são necessárias para resolver a problemática. Posto isso, o MEC e o Ministério da Saúde, de forma conjunta, devem conscientizar as crianças sobre a importância das vacinações por meio de debates e palestras nas escolas públicas, a fim de que a juventude brasileira cresça consciente e saudável. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com a grande mídia, deve conscientizar a população fora das escolas por meio da criação de campanhas que propaguem informações contra movimentos antivacinas, a fim de que a taxa de imunização volte a crescer entre os mais velhos. Se assim forem realizadas essas medidas, talvez o Brasil não tenha que repetir o episódio de 1904.