Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 04/11/2020
A revolta da Vacina, ocorrida em 1904, foi uma manifestação popular realizada em oposição à imunização obrigatória contra a varíola, no Rio de Janeiro. Apesar de ter ocorrido há mais de 100 anos atrás, ela remonta um cenário atual do Brasil, relacionado à vacinação e seus desafios. Para entender tal problemática, é necessário analisar o nível de engajamento da população nestas campanhas e suas consequências para o país.
Inicialmente, é importante perceber que houve uma redução da participação da sociedade nos programas de imunização propostos pelo SUS. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2012, 96,5% das crianças foram vacinadas contra a poliomielite no país. Entretanto, ainda segundo o órgão, este número caiu para 86,3% em 2018, reforçando a diminuição da adesão populacional neste processo. Dessa forma, fica clara a necessidade de promoção de ações que melhorem tal indicador.
Como consequência da não participação acima indicada, a sociedade fica exposta à possibilidade de epidemias de doenças controladas ou erradicadas no país. Exemplo disso, é o sarampo que, há mais de 10 anos sem casos registrados, retornou em 2018. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019 houve um aumento de 18% no número de casos desta doença no Brasil, reforçando a necessidade eminente de ações governamentais para acautelar este problema social.
Portanto, fica clara a relação entre o engajamento da população com a vacinação e o seu adoecimento. Sendo assim, o Ministério da Saúde deve promover a conscientização da população quando a importância da imunização e suas consequências para o bem-estar da sociedade. Tal medida poderá ser viabilizada por meio da parceria público-privada entre este órgão e influenciadores das redes sociais que, através deste canal, transmitirão a mensagem aos cidadãos. Dessa forma, espera-se que haja um aumento do número de pessoas vacinadas e, portanto, a redução do número de casos de doenças no Brasil.