Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 02/12/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no caminho”. Por meio desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que uma sociedade ao longo de seu desenvolvimento, encontra obstáculos em sua caminhada. A Revolta da Vacina é um fato histórico que ocorreu no estado do Rio de Janeiro, quando ainda era uma capital do Brasil. O número de internações devido á varíola estava aumentando bastante naquela época; Mesmo assim, as camadas populares rejeitavam a vacina. Diante desse cenário, é notório, que os desafios que a vacina enfrenta não são recentes; haja vista, que o descaso político auxilia nessa problemática, não só as notícias falsas, mas também a falta de conhecimento torna-se um dos principais agendes desse impasse. De modo que é fundamental a resolução desse revés.

Em primeira análise, a revolta da vacina é um marco histórico que deixou suas raízes até os dias de hoje. Naquela época as famosas “Fakes News”, já percorriam pela sociedade, o boato era que “quem se vacinava, ficava com feições bovinas”, essa noticia foi um fator importante para criar obstáculos. Então, em junho de 1904, Oswaldo Cruz motivou o governo a enviar ao Congresso um projeto para reinstaurar a obrigatoriedade da vacinação em todo o território. Isso serviu de catalisador para uma incitação da revolta; o povo, já tão oprimido, não aceitava. Toda via esse tipo de atitude dificuldade para progressão dessa objeção.

Entretanto, a falta de conhecimento é o maior entraves para o aumento da cobertura da vacina. Segundo a revista Veja Saúde, o Brasil perdeu o status de país livre da doença varíola, conferido pela Opas em 2016. Além disso, as pessoas deixam de tomar vacinas importantes por falta de conhecimento; a baixa Imunização é preocupante e chama atenção na falta de uma estratégia de governo, logo, a queda nos índices de vacinação pode provocar o retorno de doenças já eliminadas; o problema começa na ponta da cadeia, ou seja a falta de informação. Quem não se vacina não coloca apenas a própria saúde em risco, mas também a de seus familiares, além de contribuir para o aumento da circulação de doenças. Por isso devem ser feitas para incentivar e preservar a vacinação.

Infere-se, portanto, que o problema se mostra uma grande pedra a ser removida no caminho para o desenvolvimento, nesse sentido, é imprescindível que o Ministério da Saúde, elabore mutirões de vacina em pontos de fácil acesso para população de baixa renda, seria interessante o desenvolvimento de palestras realizada pelos próprios profissionais da saúde, com o foco de incentivar e alertar a importância da vacina. Por fim, a principal transformação que uma dificuldade pode trazer, está ligada ao desenvolvimento e determinação para fazer diferente.