Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 15/11/2020

A manipulação de informações, atrelado ao uso de dados de maneira errônea e o compartilhamento de métodos alternativos para prevenção são apenas alguns dos inúmeros contribuintes para a problemática da vacinação. Na contemporaneidade, a saúde pública apresenta graves riscos, neste caso tem-se a falta de imunização para com crianças e adolescentes, demonstrando expressiva queda. Por conseguinte, o impasse tende a afetar o bem-estar da massa populacional e levar a óbito milhares de indivíduos. Sendo assim, é crucial a análise detalhada da adversidade, para que seja solucionada.

Em primeiro lugar, de acordo com o escritor brasileiro, August Cury: “Nada é tão perigoso para aprisionar a inteligência do que aceitar passivamente as informações”. Desse modo, é perceptível que a humanidade está vivenciando a Revolução Tecnocientifica, a qual se caracteriza pelo uso exacerbado de redes sociais e o bombardeamento de ideais sobre determinados assuntos. Nesse ponto, é possível entender o porquê de movimentos, como os “antivacinas”, estão tornando-se populares, tendo em vista que atraem usuários por meio da alienação, orientando-os a desacreditar na necessidade da imunização. Devido a esses fatores, incontáveis famílias não seguem o calendário de vacinas, expondo os mais jovens a doenças perigosas, as quais tem como único método de prevenção a imunidade ativa.

Em segundo lugar, a descrença e a ausência de comprometimento tem sido fatores que atrapalham o serviço do Estado em proteger todo e qualquer cidadão. Não obstante, pode-se notar que em locais de difícil acesso, como bairros periféricos ou áreas rurais, há adversidades maiores, pois nessas localidades o saneamento básico é menor e o cuidado para com a saúde não é enxergado como prioridade, mas sim como luxo. Diante disso, para atingir um público maior, é preciso ter projetos inclusivos, uma vez que é gerado uma hesitação em imunizar as crianças, todavia tal atitude pode ser sanada com a ajuda de profissionais que orientem integralmente as famílias na responsabilidade devida.

Portanto, é crucial que o Governo Federal não se limite ao uso de verbas ao produzir propagandas, tendo em vista que trata-se de necessidades básicas, como transporte, orientação e informações adequadas. Logo, o Ministério da Saúde, em consonância com unidades de atendimento privadas e públicas, deve optar por contratar um número maior de profissionais que atendam pessoalmente as famílias, quando estás estiverem em localidades de difícil acesso. Ademais, o Estado, aliado ao Ministério da Educação, tem de criar oficinas em instituições de ensino, públicas e privadas, as quais tenham por objetivo auxiliar os responsáveis a seguirem o antigo e eficiente panorama para com a vacina.