Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 04/11/2020

No romance “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o quixotesco personagem, que dá título ao livro, cria algumas fantasias em relação à pátria, o que o conduz ao seu declínio após ser traído por seus ideias. Fora das páginas literárias, os desafios para garantir a vacinação, no Brasil, contribuiria para potencializar as decepções de Quaresma, seja pela falta de políticas públicas, seja pela escassez de intervenção estatal. Nesse sentido, é necessário analisar os principais aspectos políticos e sociais que envolvem tal postura degradante para a nação.

Primeiramente, é válido destacar a inópia de políticas públicas atrelada à baixa taxa de vacinação. Assim, promulgada no Governo José Sarney, a Constituição Federal elucida que é direito de todos os cidadãos o acesso à saúde, com absoluta prioridade. Entretanto, hodiernamente, tal panorama é utópico, dado que, de acordo com o jornal “O Globo”, apesar da importância da imunização para a boa disposição física e mental, grande parte da população justifica não ter o costume de se proteger contra agentes infecciosos, por motivo de falta de hospitais públicos regionais, ou carência de injeções para todos os cidadãos, o que reflete a negligência governamental para com o bem-estar populacional. Logo, é dever dos governantes a criação de ações para prevenção do impasse.

Outrossim, cabe pontuar, ainda, a escassez de incentivos estatais para efetivar o aumento no número de imunizados. Por conseguinte, segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio dela, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, evidencia-se a omissão do poder público em realizar políticas públicas para despertar nos cidadãos a necessidade e a importância da vacinação para a saúde, haja vista que, conforme dados do “G1”, um dos principais motivos da queda na taxa de injeções, é o fato de não haver intensificação nas campanhas a favor dessa ação. Nesse prisma, a carência de medidas públicas agrava o quadro caótico.

Infere-se, portanto, a necessidade de ações para garantir a vacinação dos brasileiros. Assim sendo, urge que o Governo, instituição encarregada de garantir os direitos dos cidadãos, invista na saúde, utilizando o dinheiro público para construção de hospitais em municípios carentes desse recurso, além de financiar injeções com microrganismos atenuados para toda a população, a fim de promover maior bem-estar. Ademais, é dever do MEC, ramo do Estado responsável pela formação civil, realizar uma ampla divulgação midiática, por intermedio das redes sociais, como Whatsapp, Instagram e Twitter, com a finalidade de despertar e de incentivar nos brasileiros a importância da vacina para o fortalecimento do sistema imunológico. Destarte, tomando essas medidas, as decepções de Quaresma seriam mitigadas.