Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 06/11/2020

Em conformidade com o filósofo Platão: ‘‘o importante não é viver, mas viver bem’’. Sob tal ótica, nota-se que uma boa qualidade de vida ultrapassa a questão da própria existência. A vista disso, pode-se afirmar que no Brasil com o advento da vacinação a população pode usufruir de uma maior expectativa e qualidade de vida, uma vez que foi possível a prevenção e eliminação de muitas doenças. Contudo,  atualmente, nota-se a existência de desafios para a garantia da vacinação, como não só os movimentos antivacina, mas também a falta de informação sobre o tema.

Em primeira análise, vale lembrar que no Rio de Janeiro em 1904, ocorreu a Revolta da Vacina, um protesto popular contra a vacinação obrigatória. Nos dias atuais, pode-se afirmar que movimentos como esse ainda são presentes entre a população brasileira, tendo em vista que os meios de comunicação tem potencializado a difusão de informações e noticias falsas sobre efeitos colaterais que a vacinação pode ocasionar a longo prazo. Dessa maneira, nota-se o fortalecimento dessa corrente de pensamento, uma vez que muitas pessoas estão deixando  de vacinar-se, colocando em risco a saúde individual e coletiva. Desse modo, de acordo com o pensamento marxista, a priorização do bem pessoal  em detrimento do coletivo gera inúmeras dificuldades para a sociedade.

Além disso, vale ressaltar que segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, a saúde é um bem de todos e cabe ao Estado a garantia desse direito. Desse modo, mesmo diante da disponibilidade da vacinação gratuita oferecida pelo sistema público de saúde, muitas pessoas deixam de usufruir desse quesito, tendo em vista a invisibilidade dos casos da doença, causada pela vacinação, e a falta de informação sobre essas. Dessa forma, cria-se um falso senso comum na inutilidade da vacina e da inexistência das enfermidades, tendo como consequência o reaparecimentos de doenças erradicadas no país, a exemplo do sarampo. Entretanto, a imunização feita pela vacinação é lenta e duradoura, por conta disso, esperar um surto para vacinar-se, pode causar um grande problema de saúde pública.

Sendo assim, nota-se que a irresponsabilidade sobre a vacinação é um ato inconstitucional, uma vez que fere o direito da saúde coletiva, desse modo medidas devem ser tomadas para resolução do impasse. Para tanto, é dever do Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, a realização de palestras mensais nas escolas com profissionais da área da saúde, que por meio da educação, debatam e informem os alunos sobre a importância do dever do ato da vacinação como também o combate das noticias falsas, para que ocorra a formação de cidadãos conscientes sobre  seus direitos e deveres. Afinal, conforme afirmou Immanuel Kant: ’’ O ser humano é aquilo que a educação faz dele’’.