Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 12/11/2020

Ao longo da história, nota-se que as teorias da conspiração sempre estiveram presentes na humanidade, como, por exemplo, na Caça as Bruxas, Peste Negra e nazismo. Nesse viés, atualmente, a teoria conspiratória mais prejudicial é a baseada nos estudos do médico Andrew Wakefield, em 1998, o qual consiste em afirmar que as vacinas causam, nas criança, autismo, o que ocasionou o movimento antivacinas. À vista disso, no Brasil, tal movimento tem, cada vez mais, ganhado força, resultando na redução do consumo de vacinas, além da homeopatia e da falta de verbas no sistema de saúde, sendo responsáveis pelo retorno várias doenças outrora erradicadas.

Nesse contexto, segundo a psicologia, a crença em teorias conspiratórias faz parte do sistema cognitivo humano, mantida pela hipótese adaptativa e pelo viés de confirmação, os quais são ativados para entender fenômenos aparentemente inexplicáveis. Com base nisso, entende-se o motivo dos estudos de Wakefield ter sido, até os dias atuais, tão adotado pela população, com isso, gerando o movimento antivacinas, que consiste em evitar vacinas para si próprio e para seus filhos, recorrendo, assim, a pseudomedicina homeopatia, a qual é completamente ineficaz. Dessa forma, segundo a Organização Mundial da Saúde, o movimento antivacinas representa a 9° maior ameaça global à saúde da população.

Além disso, no Brasil, há também a falta de verbas para a compra de vacinas. Sendo assim, vale pontuar que, segundo o MF (Ministério da Fazenda), o sistema de saúde pública tem 40% da sua verba anual desvia para contas privadas, logo, com isso, impossibilitando a presença de recursos para a imunização da população mais pobre. Posto isso, pontua-se que os três fatores citados (movimento antivacinas, homeopatia e desvio de dinheiro) são os principais desafios para vacinação dos brasileiros, o que, consequentemente, gera o retorno de várias doenças, como sarampo e poliomielite, além de mortes que já não eram mais costumeiras, segundo dados do Ministério da Saúde, como tétano (com 33% dos infectados sendo mortos) e tuberculose (com 130 mil mortes anuais).

Em suma, percebe-se que o Brasil apresenta diversos desafios para a vacinação da população, podendo causar inúmeras mortes e retorno de diversas doenças já erradicadas. Portanto, ações devem ser tomadas Ministério da Educação, órgão responsável pela formação sistematizada do cidadão, por meio de aulas e cartilhas que mostrem a importância das vacinas, os perigos do movimento antivacinas e a ineficácia da homeopatia, além da atuação do MF, por meio do aumento da fiscalização sobre as verbas, a fim de motivar o cidadão a se vacinar, reduzir a força do movimento antivacinas e evitar a corrupção no sistema de saúde pública, para, assim, melhorar a qualidade de vida dos brasileiros.