Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 13/11/2020
No século XVIII, o médico inglês Edward Jenner criou a primeira vacina capaz de prevenir a contaminação da varíola e desde então essa terrível doença viral foi combatida e, atualmente, está erradicada no mundo. No entanto, apesar do avanço na medicina, o Brasil tem enfrentado desafios para garantir a cobertura vacinal necessária para que doenças como a poliomielite e o sarampo não afetem a população novamente. Nesse contexto, torna-se evidente como causas para redução da vacinação dos brasileiros a falta de informação e o crescimento dos movimentos antivacina.
Convém ressaltar, a princípio, que a desinformação da população a respeito da importância da vacinação contribuiu para que, no último ano, nenhuma das vacinas básicas oferecidas pelo SUS alcançasse a meta mínima de 95% recomendada pelo OMS. Isso se deve ao fato das gerações atuais não terem vivenciado as grandes epidemias, como de a poliomielite, e por isso não se preocupam com as doenças antigas já que elas estão controladas a muito anos. Além disso, o descaso midiático é outro fator que contribui para o pouco conhecimento sobre esse tema, as campanhas de convocação para a vacinação se tornaram cada vez mais escassas e as mentiras divulgadas sobre a vacina não são questionadas e desmentidas pelas autoridades.
Vale ressaltar, também, que os movimentos antivacina contribuíram para que a população não vacinasse seus filhos. Em 1998, o médico Andrew Wakefield publicou um estudo equivocado na respeitada revista cientifica Lancet relacionando a vacina tríplice viral, que garante imunização para Caxumba, Sarampo e Rubéola, ao autismo. Esse evento, atrelado à exposição excessiva a informações erradas e teorias conspiratórias, aumentou o número de pessoas que questionam a segurança das vacinas e que são contrárias a esse método. Desse modo, com a quantidade de pessoas vacinas reduzida, não é possível gerar a imunidade de rebanho e mais pessoas ficam suscetíveis às antigas doenças, como o sarampo.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar uma maior cobertura vacinal no Brasil. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde , com auxílio dos meios de comunicação, ampliar as informações sobre a importância da vacinação e combater as Fakes News que circulam principalmente nas redes sociais, por meio de campanhas publicitárias, panfletos e vídeos informacionais que reforcem a necessidade de se vacinar o maior número de pessoas e de ter responsabilidade social. Essa proposta tem a finalidade de romper com a desinformação e incentivar a cidadania entres os brasileiros ao reconhecerem que é preciso vacinar seus filhos para que a toda sociedade fique segura. Somente assim, será possível evitar que doenças antigas retornem.